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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Soul Surfer - Uma história real

Bom dia!

Para quem conhece o blog, o foco está em assuntos relacionados ao Marketing, Administração, comunicação, cultura e entretenimento. Vez por outra me dá uma inspiração diferente, por assim dizer, e acabo escrevendo algum tipo de pensamento para que sirva de reflexão aos leitores. No mínimo a mim mesma algo específico faz pensar, logo vem o texto. 

O objetivo é manter o foco, não fugir muito dos temas que se interligam, mas como seres humanos que somos, considero importante mostrar um pouco do meu lado cidadão, mostrar o que penso e de certa forma dividir com os leitores meu estilo de vida. E não dá pra falar sobre tudo, ou teria um blog exclusivo para isso, mas o tempo é agora curto para outros projetos. 

Não vejo problema nisso e diversos textos assim já deram o que falar, no bom sentido! Fico feliz em compartilhar e receber algum retorno, ainda que seja só na estatística de visualizações do blog, crescendo a cada mês.  
Com a volta às aulas devo publicar mais no site do conteúdo acadêmico, vamos ver o que consigo.

E como hoje é sábado, deixo uma sugestão muito simples para o período da tarde. Como está muito sol, talvez o melhor seja ficar deitado, com muito vento e refresco, curtindo um filme que tive a oportunidade de assistir quatro anos atrás nos EUA e que vai passar hoje, às 14h45 na TV Globo. A história aconteceu na vida de uma personagem real que era uma adolescente surfista que teve o braço arrancado por um ataque de tubarão. Imaginem o trauma... e reclamamos tanto da vida... ela, por outro lado, teve uma força tão grande que não conformada em abandonar o surf fez de tudo para voltar, mesmo faltando um braço. 

Por mais que eu descreva detalhes aqui ou conte o filme até o fim, nada é tão surpreendente como saber que o fato é real e que ela esteve em diversas escolas e igrejas americanas e em outros países contando sua história, passando adiante um exemplo de vida incomparável. 

Vale a pena assistir o filme... é bem emocionante, confesso que chorei um pouquinho pois mexe muito com os sentimentos e embora não pareça, posso dizer que sou uma pessoa bastante emotiva. Espero que toque os corações hoje e nos encha de força para valorizar o que temos e irmos à luta, mais uma vez!

Deixo uma frase que me marcou muito, quando o pai diz à ela: "não vai ser fácil" e ela responde: "não precisa ser fácil, só precisa ser possível"!

E quantas vezes nos barramos na medida do "possível" sem perceber que muito depende apenas do nosso empenho, dedicação, esforço e fé??? Uma lição que ela mesma aprendeu e deixou a todos é que agora ela podia abraçar mais pessoas do que quando tinha os dois braços...aiaiai!!! pegou pesado, não é?! 

Que bom - a mim, fez refleti: desafios existem para serem superados. 

"Vamos pro mato que este jogo é campeonato", minha gente!!! (frase do meu amigo publicitário e professor Carlos André)

Salve 2014, um ano de corridas (ou jogos de todos os tipos) e de realizações!


Abraços, a todos

Talita Godoy
08/02/2014





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Sobre sonhos adormecidos



Descansar sim; desistir, jamais!

“No mundo há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”
(Henry Ford)

Quando li esta frase, logo pensei nos sonhos que a gente deixa pra lá por vários motivos. Em certos casos pensamos que não deu certo, que não era a hora certa, que não estávamos no local certo ou qualquer outro motivo. Desistimos, ainda que momentaneamente.
Certa vez entrou na moda um casaco longo, do tipo sobretudo na cor rosa. Logo depois veio o vermelho, arrasando os corações de toda paulistana de bom gosto. Claro que eu também queria um, ou os dois! E olha que não sou uma daquelas pessoas que necessariamente segue a moda; uso o que tenho, uso o que me deixa confortável, compro apenas se me agrada, e não é sempre que isso acontece, mas no caso dos grandes casacos, esses eu queria. E passei muita vontade. 

Na época eu trabalhava em plena Avenida Paulista, mas ao contrário da maioria, meu salário era de meio período, como o horário do meu expediente. Tempos difíceis. Como difícil foi também lidar com um sentimento que raramente me afetava, o desejo por algo material que eu não podia ter naquele momento. Deixei de lado, a vontade passou, o inverno passou e logo tínhamos as flores e o sol para nos fazer desejar outros bens. 

Alguns anos depois entrei num supermercado, parei para tirar da bolsa meu bloquinho de anotações, pois estava fazendo uma pesquisa de preços, e quando desencostei do murinho em que havia colocado a bolsa, uma surpresa desagradável: minha blusa havia grudado numa tinta amarela, bem na região abdominal. Entrei, estava com pressa, fiz as minhas devidas observações e antes de ir embora passei no atendimento ao cliente, contei o fato e alertei: vocês precisam colocar uma placa alertando a todos que tomem cuidado com a tinta fresca! 

O gerente foi chamado e imediatamente me pediu que fosse ao setor de roupas e escolhesse qualquer peça em reposição a que eu estava usando. Então eu perguntei qual o valor estimado da peça, e ele respondeu: qualquer um, leve a peça de roupa que a faça se sentir compensada pela nossa falha. Recebi o caloroso pedido de desculpas escolhendo um casaco longo, cor de rosa, tal qual aquele que, uns cinco anos atrás, eu queria tanto e não pude comprar. 

Ganhei o casaco e uma lição: você pode se esquecer dos seus sonhos, mas Deus conhece o seu coração. Se você for digno e se o seu desejo for tão sincero como aquele, não importa quanto tempo passe, o seu sonho vai se concretizar. 

Outro ponto interessante é que eu poderia ter comprado na época o casaco parcelado em muitas vezes, mas quando terminasse de pagar o inverno já teria passado, a moda já teria passado e uma dívida não planejada não justifica a aquisição de um bem por simples desejo. Não era algo essencial, por isso não comprei. 

Arquivei o desejo na gaveta do futuro e chegou o momento certo de abri-la: além do casaco rosa, hoje tenho também o vermelho, que minha irmã guardou para me entregar numa viagem incrível que fiz com ela, outro sonho antigo que estava arquivado e de repente se concretizou, mas esta é uma história para outra ocasião! 

Desejo, sonho, fé, dedicação. Palavras nas quais acredito, apesar dos que me julgam e me criticam. Sigo por experiência própria, e aos poucos sei que meus desejos verdadeiros, mesmo que secretos, sempre se realizam com louvor. Se não agora, depois! Por isso o título deste texto, em outras palavras: dar um tempo, sim; desistir, jamais.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Fotos - First time in NY

Segem as fotos de um dos melhores tempos da minha vida. 

I SURE!!!


Primeiro céu em NY - ainda em New Jersey
Previsão de tempo frio e chuva, com melhora somente 
no mesmo dia em que eu iria embora. Será???
 

Central Park - frio, mas nem tanto

Ruas de NY - bom demais estar ali
 
 

Este calçadão ficou marcado na minha memória


Ai, cansei. Depois eu continuo postando... aguardem!!!



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Fotos - lugares & momentos especiais - TX 2014

Foram muitos lugares e momentos especiais. 
Compartilho alguns deles:


Ice! Corredor de uma escultura no gelo
Escorrega no gelo!!!
 Saudade dos amigos que andam distantes!


Eu e Toby: grandes amigos!!!


 Isso mesmo, Elvis in Concert!!! 
No Hotel Cassino Win Star, em Oklahoma City


Kraig Parker é o atual Elvis Presley!
show sensacional - curti muito!!!
Gifts que eu não comprei, rs!
Jantar com família e amigos 
em Dallas Fort Worth - TX


 U$0.12 - isso foi tudo que faturei no Win Star
Oklahoma City - Foi divertido brincar no Cassino!

 Corredor de luzes, em Grapevine


  Grapevine ainda estava em clima de Natal!


 Muito vento e frio, mais de cinco graus negativos


Dias gelados, mas sem nuvens, com um céu lindo. No calor da família ficou tudo ainda melhor. Muito bom!!! 
Esta foi a primeira parte da viagem. Sim, depois teve mais... não que eu pudesse, mas aconteceu porque um dia sonhei demais com isso!!!!!!!!!
Sempre que sonho com fé e de forma verdadeira, acaba se concretizando. Se você tem fé, planos e merece, a vida te ajuda, "o mundo todo conspira a seu favor" e os milagres acontecem. 
Meu lema é: "pés no chão e coração nas nuvens".  
A prova que dá certo está aí: 
SONHO DESEJADO, SONHO REALIZADO...

Portanto acredite: sonhos se realizam!!!

Talita Godoy
Janeiro/2014
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Férias 2014 - Texas/EUA

Olá!

Seguem algumas fotos da paisagem e da natureza que curti nas férias/2014 - EUA.

Todas elas foram deitas de dentro de casa, a longa distância através do vidro de uma janela, numa das pequenas áreas que encontrei para mirar meus objetos preferidos. Isso justifica a baixa qualidade da maioria das imagens, algumas mais escuras, outras meio sem foco, mas foi o meu melhor. Uma segunda dificuldade, por assim dizer, é a rapidez com que os pássaros azuis, chamados Blue Jay, aparecem e desaparecem. Eles ficam pouquíssimo tempo à vista, batem as asas muito rápido e logo vão embora. Passei uns três ou quatro dias e consegui poucas fotos boas, mas valeu a intenção, faria tudo de novo se tivesse mais tempo em Lewisvile!!! Também fiquei encantada com a beleza do Cardinal, um pássaro vermelho com uma faixa preta nos olhos, parecendo uma máscara nos machos. As fêmeas são cinzas, visitam o quintal em número menor. Os filhotes, como todo ser vivo é o mais fofo e simpático; me viu fotografando e mesmo assim continuou onde estava, sem se incomodar com a minha curiosidade. Quem sabe ele gostou da minha admiração! Tem muito esquilo por lá, mas quando os pássaros estão no seu horário de visita, prefiro vê-los. Nessa hora o Mugzzy coloca a cara na portinha dele para espantar os esquilos. Nos outros horários o lanchinho dos esquilos fica liberado. Pelo menos até eu me esbaldar com as fotos, rsrsrs!!! Chega de conversa e vamos às imagens!  



 Cardinal, filhote macho


Cardinal, pai



Blue Jay




  Visita especial de uma coruja!





Rolinha em parada solo





Logo veio a família acompanhar



Esquilo sapeca


 Curtindo a refeição dos pássaros


Mais um Blue Jay 




A caminho de Oklahoma City


Ruas de Denton / TX





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Cheguei em 2014

Ufa...

Agora sim posso respirar um ar mais puro, 2013 já se foi... pra valer!!!
E meu 2014 veio aos poucos, primeiro com muita agitação das férias, depois minha ficha caindo sobre a nova realidade que me aguarda, de volta ao lar, e formular as expectativas para o semestre, conforme as definições que ainda estão por acontecer.

Mas antes de voltar às aulas (digo, ao trabalho!) e começar de fato o ritmo que me acompanhará até julho, pelo menos, por que não curtir mais um pouco os bons momentos que já tive até aqui???

Fiz uma viagem sensacional para o Texas, visitando a família, e depois New York, para conhecer a Broadway, realizando parte de um sonho que ainda precisa se repetir para ser completo! Digo isso porque precisava de mais tempo para ver tudo o que queria, contudo sou grata a vida por este presente incrível!

Obs: Se conseguir, posto algumas das mais de 900 fotos produzidas durante a viagem (até agora o site buscou, mas não carregou). Vou continuar tentando. 

Feliz 2014 a todos e boas leituras!

Divirtam-se comigo neste Blog...rs!!!

Bjs,

Talita Godoy


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sábado, 26 de outubro de 2013

Ninguém sabe quem é o autor dessa coisa

Ninguém sabe quem é o autor dessa coisa, mas é uma coisa certa e muito bem bolada !






A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades. É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia. Coisas do português.




A natureza das coisas: gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há "coisar": "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?".




Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. Já as "coisas" nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio. "E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios" (Riacho Doce, José Lins do Rego).


Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha.




Em Olinda, o bloco carnavalesco "Segura a Coisa" tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o "Segura a Coisinha".




Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943. A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.




Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa". A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!"




Devido lugar: "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)". A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro. "Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca." Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.




Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa).




Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim!




Coisa de cinema! A Coisa virou nome de filme de Hollywood, que tinha o seu Coisa no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem "Coisinha de Jesus".




Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima nenhuma". Mas a "coisa" tem história na MPB. No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré ("Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar"), e A Banda, de Chico Buarque ("Pra ver a banda passar / Cantando coisas de amor"), que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor, que a Som Livre remasterizou.




Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as coisas: "Coisa linda / Coisa que eu adoro".




Cheio das coisas. As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquecem, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração. Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o "rei" das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas.




Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade (afinal, "são tantas coisinhas miúdas"). Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade ("ô coisinha tão bonitinha do pai"). Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal. "Esse papo já tá qualquer coisa...Já qualquer coisa doida dentro mexe." Essa coisa doida é uma citação da música Qualquer Coisa, de Caetano, que canta também: "Alguma coisa está fora da ordem."


Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.




A coisa pública não funciona no Brasil. Desde os tempos de Cabral. Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura. Quando se elege, o eleitor pensa: "Agora a coisa vai." Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas!




Coisa à toa. Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema Eu, Etiqueta, Drummond radicaliza: "Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente." E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa".




Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas, para serem usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas? Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más.




Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida", cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda.




Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento: "amarás a Deus sobre todas as coisas".




ENTENDEU O ESPÍRITO DA "COISA" ?