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domingo, 24 de março de 2013

F.MKT - resumo da aula 01



Fundamentos de Marketing – resumo da aula 01 (13/03/2013)


Começamos por uma atividade de suma importância, porém, de forma diferente do tradicional. A orientação foi a seguinte: em duplas, faça uma breve entrevista com o seu colega, para saber quem ele é. Em seguida, apresente-o aos demais colegas da sala.

Reflita um pouco e responda: o que fizemos foi marketing? Por quê?

Algumas palavras surgiram nas respostas, como: venda; valor; qualidade; fidelização; apresentação; produto; exposição; divulgação; características; estratégia; planejamento; pesquisa; imagem; mercado; consumo; troca; impacto; informação; comunicação; marketing pessoal; público e aceitação.

Todas elas fazem parte no universo do Marketing, usaremos muito a partir de agora, procurando compreender o sentido e aplicação devida em cada situação pertinente. Se nenhuma dessas palavras foi usada na atividade escrita, tem algo errado... mas que bom, todos usaram ao menos duas ou três!

O debate dessas ideias foi caloroso, pois nem todos concordaram que sim, o que fizemos em sala de aula foi uma ação de marketing. Na opinião dos que negaram, tratava-se de uma apresentação pessoal, e não de um produto exposto à venda.
Isso nos inspira a pensar se toda venda envolve dinheiro e lucro. Mais ainda, nos leva a refletir sobre a questão do marketing pessoal. A exposição de suas qualidades, habilidades e conhecimentos, o levou a conquistar um emprego, fazer amizades, contatos proveitosos para que um dia, no futuro, novas oportunidades surjam. Nesse caso o lucro foi algum aspecto positivo que você ganhou e que pode trazer benefícios e lucratividade financeira em algum momento. Não necessariamente aqui e agora, mas se houve uma troca de informações que geram benefício, o benefício pode ser considerado o seu lucro.

Definição de Marketing (KOTLER, 2005, p. 06):

“Podemos estabelecer uma distinção entre as definições sociais e gerenciais de marketing. De acordo com uma definição social, marketing é o processo societal por meio do qual indivíduos e grupos obtêm aquilo que necessitam e que desejam com a criação, a oferta, e a livre negociação de produtos e serviços.

Nas definições gerenciais, o marketing geralmente é descrito como ‘a arte de vender produtos’. Mas, para Peter Drucker, um dos maiores teóricos da administração, ‘o objetivo do marketing é tornar a venda supérflua. Sua meta é conhecer e compreender tão bem o cliente que o produto ou o serviço se adapte a ele e se venda por si mesmo. O ideal é que o marketing deixe o cliente pronto para comprar’.

A American marketing Association oferece a seguinte definição gerencial: [A administração de] marketing é o processo de planejar e executar a concepção, a determinação do preço, a promoção e a distribuição de ideias, produtos e serviços para criar trocas que satisfaçam metas individuais e organizacionais. Lidar com o processo de trocas – parte dessa definição – requer uma quantidade considerável de trabalho e técnicas. Vemos a administração de marketing como a arte de escolher mercados-alvo e de captar, manter e fidelizar clientes por meio da criação, entrega e comunicação de valor superior para eles”.

Modelo simples de comunicação interpessoal:

A comunicação é uma via de mão dupla. Envolve quem fala, quem ouve e a compreensão da mensagem apresentada. Quando há a certeza de que ela está clara para o receptor, então ela cumpriu a missão de comunicar. De outra forma seria apenas uma informação numa via de mão única.

Do latim, communicare, significa tornar comum, compartilhar.

Exemplo:

A ----> B

A <-----> B

"A" emite uma mensagem sem que "B" responda se compreendeu. (Por exemplo rádio, TV ou jornal);

"A" emite a mensagem, "B" compreende e interage com  "A" (Por exemplo: numa conversa pessoalmente ou por telefone, email, postagem de link neste blog e outros canais)
.


Veja o link do dia 18/02/2011 com mais informações sobre comunicação. 

http://talitacomunica.blogspot.com.br/2011/02/comunicacao-interpessoal-estrategias.html

No próximo encontro vamos pensar mais um pouco sobre a questão mais polêmica do dia: o marketing pessoal, entre outros pontos. 





***ATÉ LÁ, E BONS ESTUDOS***


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P.O. Resumo da aula 01


Psicologia Organizacional - Resumo da aula 01 (11/03/2013)


Primeiramente, um exercício de atenção, observação e descrição. Ao observar uma imagem, como você a descreve? A percepção de outras pessoas pode ser diferente da sua? Por quê? Justifique sua resposta. 

Para Robbins (2009), percepção é o processo em que as pessoas selecionam, organizam e interpretam informações existentes por meio de suas impressões sensoriais (tato, olfato, paladar, visão e audição), com a finalidade de dar sentido ao ambiente ou ao modo como vemos objetos e situações.

Você já parou para pensar que as imagens podem causar reações nas pessoas, levando-as, em certos momentos, a realizar interpretações equivocadas, ou aprofundadas e analíticas?    

Vamos pensar: como você define ser humano?

- Um produto histórico, um ser social e o conjunto de suas relações;
- O homem precisa adquirir várias aptidões e aprender formas de satisfazer suas necessidades;
- Um ser ao mesmo tempo genérico e singular
- Um ser ativo e reflexivo
- Um ser de palavra
- Um ser de desejo
- um ser simbólico
- Um ser espaço temporal
- Objeto e sujeito de sua ciência

A natureza biológica basta para garantir a vida em sociedade?

Relação com o trabalho:

Para Zavattaro (1999), “o valor do trabalho não reside do fato de que se façam coisas, mas em que coisas sejam feitas pelo homem, portanto, as fontes de dignidade do trabalho devem buscar-se, principalmente, não em sua dimensão objetiva, mas em sua dimensão subjetiva”.  

Analise a frase: “o trabalho enobrece o homem”. Este é um dito popular, presente em diversas gerações. Ele diz respeito da importância do trabalho na vida das pessoas. Refletindo sobre a frase, porque ela é verdadeira? Justifique sua resposta.

Desafio: Indique autores e suas obras sobre os seguintes temas em Psicologia Organizacional:
- Comportamento humano nas organizações
- Clima organizacional
- Trabalho em equipe
- Estilos de liderança


***BONS ESTUDOS!!!***


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T.A. Resumo da aula 01

Técnicas de Audiovisual - Resumo da aula 01 (11/03/2012)



Em que pensamos quando o assunto é audiovisual???

Talvez em cinema, televisão, rádio, computador... ou antes disso, nos equipamentos utilizados para a produção de tudo o que é feito para ser apresentado nesses canais de comunicação, como uma câmera, um microfone, e recursos de multimídia que podemos usar como ferramentas para a comunicação. 

Qual a definição para recursos audiovisuais? 

Uma delas seria a seguinte: recursos que nos auxiliam durante uma apresentação em público: datashow; microfone; computador; vídeo/DVD; equipamentos de som e outros assessórios necessários para compor uma exposição qualquer feita numa apresentação. Ela pode ser toda produzida em recursos midiáticos ou ser uma parte da apresentação, tendo uma pessoa, falando ao vivo com o público (presente ou distante), como elemento principal.   

Com os recursos audiovisuais podemos elaborar apresentações diversas para reuniões; exposições; palestras; congressos; convenções; treinamentos; conferências; teleconferências; videoconferências; aulas; videoaulas; teleaulas e outros. 

Usamos os recursos audiovisuais em ambientes profissionais e acadêmicos, além dos filantrópicos, religiosos e em diversas outras situações sociais.  Especialmente nas reuniões (de qualquer natureza), facilitam a exposição de ideias e projetos, tornando a apresentação simples, clara e objetiva (sim, isso depende da organização da exposição das ideias). 

Na maioria das vezes o conteúdo é mais importante do que os recursos utilizados na sua exposição, contudo é notório que se os recursos forem estrategicamente utilizados, eles darão maior visibilidade às ideias apresentadas e poderão até mesmo contribuir para o sucesso nos resultados obtidos com a compreensão, por parte dos receptores, do que foi exposto pelo apresentador. 

Sendo assim, vale a pena investir tempo na elaboração de um bom material e pensar na melhor forma de apresentar suas ideias. O uso dos recursos audiovisuais poderão enriquecer sua apresentação e torná-la mais atraente ao público. 

Vamos pensar?

- Qual a importância dos recursos audiovisuais numa apresentação em público?
- Qual recurso é mais importante, e em que momento?

Atividade 1:

Seu chefe pede a você que organize uma reunião com os acionistas da empresa. O que é preciso fazer e de que forma você faria? Obs: lembre-se de coletar as informações necessárias como data, horário, local, número de participantes e outros.

Atividade 2:

Em grupo, elabore uma lista de materiais e recursos necessários à aplicação de um treinamento na empresa onde você trabalha (pode ser fictícia). Quais recursos audiovisuais poderiam ser utilizados, em que momento e de que forma? Em que esses recursos poderiam enriquecer as atividades?
Justifique as escolhas do grupo, elaborando uma resposta argumentativa, levando em conta que precisará convencer seu chefe de que o gasto envolvido é necessário por sua eficácia.

Na próxima aula faremos essa dramatização, tendo o outro grupo como comissão avaliadora que aprovará ou rejeitará o seu projeto apresentado. Com bons argumentos você conseguirá convencê-los. Assim espero!!!


***BONS ESTUDOS!!!***


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domingo, 17 de março de 2013

Agradecimentos - conclusão do mestrado




“Não pode existir conhecimento sem emoção. Podemos estar cientes da verdade, mas até que tenhamos sentido sua força, ela não é nossa. À cognição do cérebro deve ser acrescentada a experiência da alma”.
Arnold Bennett


MEUS AGRADECIMENTOS

            Agradeço à professora e orientadora Carla Reis Longhi, por sua dedicação, tanto nas aulas ministradas como nos produtivos encontros de orientação, além dos calorosos debates provindos das leituras no grupo de pesquisa "Mídia, Cultura e Política: identidades, representações e configurações do público e do privado no discurso midiático".
Também à professora Barbara Heller, que acompanhou este projeto desde o início, contribuindo com suas aulas. Nelas conheci o livro da Profª Dulcília Buitoni, que gentilmente aceitou nosso convite e veio a participar da banca de qualificação, enriquecendo a pesquisa apresentada.
Ao professor Antonio Adami, pelo incentivo na minha participação nos eventos promovidos pelo grupo de pesquisa "Mídia, Cultura e Memória".
Agradeço aos colegas de Mestrado, embora a primeira turma tenha se dispersado logo, muitos ficarão sempre na memória, como Deusiney, Waner, Carlos André e outros, em especial Leila, parceira em todo esse trajeto.
À minha gestora Ana Paula e aos colegas do trabalho da UNIP Interativa, sou grata pela torcida e incentivo. Entre eles: Evandro, Thiago, Fernando, Maria Santos, Gaston, Célia, Nanci e todos os membros das equipes da tutoria de Estúdio e Associadas.
Em especial destaco meu justo agradecimento ao amigo Bruno César, por tantos livros emprestados, diálogos inspiradores e ideias proveitosas. Sou grata pelo tempo que ele investiu em mim respondendo às minhas perguntas e atendendo às minhas intermináveis solicitações. Reconheço o quanto ele foi generoso ao dividir comigo uma pequenina porção da sua intelectualidade tão admirável. Sei que ficará orgulhoso em saber o quanto contribuiu com meu crescimento acadêmico, intelectual e pessoal. Sua presença foi fundamental nessa jornada.
Agradeço à minha família e amigos, por compreenderem a necessidade dos meus isolamentos. Pesquisar é assim mesmo!
Sobre todos, agradeço a Deus, por inspirar minha força interior.

ACRÉSCIMOS:

O texto acima foi usado na íntegra na dissertação apresentada. Além dele também fiz algumas citações igualmente importantes no dia da defesa, e quero aproveitar a ocasião para deixar aqui meus acréscimos.

Dedico este trabalho aos professores Sérgio Dantas, meu orientador da monografia da Pós-graduação do Mackenzie, o primeiro que me incentivou a dar continuidade ao meu lado "pesquisadora"; e Guilherme Azevedo, que me apresentou a Revista Realidade, despertou minha paixão por este produto e, em 40 horas de curso, me ensinou mais do que outros professores em 04 anos de faculdade... Fiz uma dedicatória especial (e novamente citando) meu querido professor Bruno, a quem vou pedir ainda muitos favores, ajudas, socorros etc, e uma lembrança aos repórteres que inspiraram o rumo deste trabalho: José Hamilton Ribeiro e José Carlos Marão, autores do belíssimo livro Realidade Re-vista. Tentei contato com o Zé Hamilton, mas certamente ele não aguenta mais estudantes atrás dele com este mesmo assunto... entendo, mas não vou desistir, afinal, procurei atender a um apelo dele diferenciando o foco da minha pesquisa e mereço uma oportunidade de mostrar o resultado...me aguarde, Zé, rs!!!

Deixo meus agradecimentos também a todos que demonstraram um imenso carinho, aos que se alegraram comigo nesta etapa vencida, em especial Babu, Manu, Leandro, Dani Vanessa e Paulinho, que acompanharam tudo desde o início e sempre me deram apoio incondicional. Às minhas irmãs, Sueli e Roseli, por demonstrarem com orgulho que estão felizes por mim! E dos tempos da Pós, sempre recebi o apoio e a amizade da Helga (hoje mãe da Larissa) e da Luciana, que abriu as portas para mim na faculdade UNIESP. Antes da defesa eu já estava contratada dando aulas ali, graças à indicação dela!!! 

E como um último registro, agradeço aos comentários da professora Dulcília  Buitoni (autora do livro Mulher de Papel), que disse que se tivesse doutorado na Cásper, ela me levaria para lá... que orgulho ouvir isso.... à professora Bárbara Heller (que um dia foi orientanda da profª Dulcília), que foi tão generosa ao dizer que contribuí com suas aulas quando levei a revista Realidade, compartilhando os textos de Carmem da Silva, jornalista que ela pesquisa e que gerou um artigo para nosso último E-book (que para mim foi ainda o primeiro...rs). E à professora Carla, que disse algo para marcar a vida de qualquer aluno, em dois tempos: primeiro que ela deseja que todos os orientandos fossem como eu, pois sou autônoma, sigo as orientações, trago o texto escrito (ela não precisa brigar com isso, apenas corrigir e melhorar o apresentado, o que para um orientador já é meio caminho andado, rsrsrs!) e que eu tenho perfil de pesquisadora, gosto de investigar, descobrir (o que é verdade, pois me encanto com as descobertas feitas!!!).  

Em suma, foi uma experiência grandiosa, um momento perturbador, inquieto, angustiante talvez, mas ao mesmo tempo extremamente prazeroso quando se percebe que fez a "lição de casa" e está ali apenas para cumprir uma espécie de "ritual de passagem".  A nota final foi 9,5... fiquei devendo na conclusão do trabalho, parecia que eu ia sair correndo da dissertação, rsrsrs, e por outros pecados cometidos ao longo das 180 páginas de texto. Eu estava consciente disso, apenas não fiz melhor pela imensa pressa com tantos compromissos do cotidiano. Mas os elogios, depois das críticas, estes sim tiveram valor bem maior do que qualquer nota 10...!!! Enfim, o Mestrado concluído está,  alcancei meu objetivo. Tô pronta para outros desafios!!!    


TALITA GOGOY
MARÇO/2013

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terça-feira, 12 de março de 2013

Defesa de Mestrado - Talita Godoy


Prezados Leitores:

Venho informar que finalmente cheguei à tão esperada conclusão do Mestrado. Conto com o apoio, torcida e bons fluídos de todos!!!

"Revista Realidade: Representações da sociedade na mídia impressa brasileira em 1966/1967 - tempos de transformações políticas e socioculturais"

Data: 18/03/2013 (segunda-feira)
Horário: 9h30
Local: UNIP (Campus Indianópolis) Rua Dr. Bacelar, 1212.   


Cordialmente,
Talita Godoy


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domingo, 3 de março de 2013

Comunicação Interna como Vantagem Competitiva



A vantagem competitiva deve assegurar um desempenho superior ao da concorrência. Calvo (2008) propõe algumas mudanças que devem ser introduzidas na gestão de negócios e cita a importância das capacidades do ser humano: Talvez pudéssemos resumi-las em três pontos: 1) a boa e a adequada liderança; 2) as pessoas e suas capacidades; e 3) a própria estrutura dos negócios (...). Hoje trata-se mais de conduzir do que dirigir.” dirigir é fazer as coisas adequadamente; liderar é fazer as coisas adequadas”, como diria o “filósofo dos negócios” Peter F. Drucker. Mas os recursos chave continuam sendo a importância das pessoas e as suas capacidades (CALVO, 2008 p. 95).

Calvo (2008) ressalta a importância para o empresário quando ele alcança vantagem competitiva pelo fato de saber gerir o negócio de forma excepcionalmente superior: Abrem-se as fronteiras ilimitadas, mas não se pode baixar a guarda (...). O empresário deve assumir um papel no qual sinta que o sucesso ou fracasso dependem de cada contribuição particular, sem abandonar a perspectiva de equipe e com forte envolvimento e contribuições criativas (CLAVO, 2008 p. 95).

O pesquisador e educador Edgar Morin (2008) desenvolve um tema que muito se aplica nas organizações da atualidade – o conhecimento - e se inspira no filósofo Pascal para introduzir sua teoria em que considera impossível conhecer as partes sem conhecer o todo, tanto quanto conhecer o todo sem conhecer, particularmente, as partes. Esta citação se refere ao domínio de conhecimento retido por especialistas. Morin (2008) constata que a fragmentação dos saberes criou especialistas que se julgam donos do saber e aponta a interdisciplinaridade como solução para que todos tenham acesso ao domínio das ideias que o especialista considera de sua propriedade.

Analogicamente, na empresa acontece o mesmo quando o colaborador não compartilha seus conhecimentos, suas descobertas e acaba não contribuindo para o meio. Ou aquele que quer fazer novas descobertas e não tem acesso às informações necessárias; e ainda no caso em que os setores são tão complexos que a falta de conhecimento sobre o que outra área faz dificulta o trabalho. Uma visão aberta, ampla, pode simplificar fluxos, e a comunicação interna pode ser o canal desta mudança.

Morin (2008) usa o sugestivo título “A cabeça bem feita – repensar a reforma para reformar o pensamento”, e propõe uma reflexão, do filósofo Montaigne, que embora tenha como tema a educação, muito bem se encaixa aos profissionais que fazem a gestão da comunicação empresarial: “mais vale uma cabeça bem feita do que uma cabeça cheia”. A comunicação integrada tem este poder em suas mãos, formar, ou aprimorar, um colaborador para que ele tenha uma cabeça bem feita. Outra citação de valor, feita no mesmo livro, se refere a Marcel Prost e se aplica perfeitamente numa pesquisa em comunicação empresarial: uma verdadeira viagem de descobrimento não é encontrar novas terras, mas ter um olhar novo. Jaques Labeyrie sugeriu o seguinte teorema, que Morin submete à verificação: Quando não se encontra solução em uma disciplina, a solução vem de fora da disciplina (MORIN, 2008 p. 107).

Não basta ao gestor, especialmente ao de comunicação, seguir padrões pré-estabelecidos ou tomar por base somente teorias que ele aprendeu nos livros didáticos. É preciso lançar um olhar geral sobre a organização e desvendar suas partes para compreendê-la em sua verdade, assim como também se faz necessária uma integração particular do comunicador sobre cada aspecto, cada setor, cada mecanismo para enxergar o todo. 

Interdisciplinaridade. Torquato (2002) vê o bom profissional da comunicação como um generalista, porém lembra que no passado o generalista era tido como aquele que gostaria de saber tudo justamente por não saber de nada.
Este conceito mudou. “O conhecimento holístico, capaz de integrar as partes no todo, constitui uma exigência do mundo competitivo e globalizado” (TORQUATO, 2002, p. 6). Visão holística, visão abrangente. Essa afirmação tem relação com o exposto anteriormente, sobre o colaborador ter a visão micro, e o cliente externo ter a visão macro. Um vê de dentro, o outro vê de fora; a visão de ambos será ideal quando a comunicação desempenhar seu papel estratégico ao ser transparente, objetiva, clara, e verdadeira.

Nenen Prancha, criatura imortal citada pelo jornalista João Saldanha, dizia que o pênalti é tão importante que deveria ser batido pelo presidente do clube. A comparação é válida: a comunicação empresarial é, hoje, tão fundamental, que deveria envolver diretamente os presidentes das empresas. Isso porque comunicação empresarial é a somatória de todas as atividades de comunicação da empresa. Elabora uma forma multidisciplinar – a partir de métodos e técnicas de relações públicas, jornalismo, lobby, propaganda, promoções, pesquisa e marketing – e direcionada à sociedade, formadores de opinião, consumidores e colaboradores (trabalhadores, fornecedores e parceiros).

Elaboração esta que tem sempre como referência básica o planejamento estratégico da empresa (NASSAR, 2006, p.18). Quando se tem conhecimento da cultura organizacional fica mais fácil ao colaborador se posicionar junto com ela, ele valoriza e respeita as práticas adotadas, pois as compreende. Isso permite ao colaborador executar suas atividades de acordo com os preceitos da empresa e desenvolver-se mais. Nassar (2005, p.110) chama de efetivo o papel da comunicação quando ela emite uma mensagem que pode ser interpretada, discutida, avaliada, assimilada e praticada pelo colaborador. Quando isso acontece têm-se o conhecimento compartilhado, posto antes por Morin (2008) como essencial ao ser humano. Como visto, a comunicação integrada é fundamental para uma organização, por isso pode ser considerada um negócio dentro do negócio.

Ela afeta os resultados e estampa a imagem institucional da organização. Um estrondoso sucesso de propaganda e vendas que terminou no naufrágio do produto e da empresa foi o “Titanic”. A comunicação é poderosa, e por isso mesmo precisa ser feita com muita seriedade e por profissionais qualificados para tal. Por essas e outras é que o serviço de comunicação das empresas não é coisa para amadores. Com a melhor das boas intenções, alguém pode estar construindo um novo Titanic.

Uma boa comunicação empresarial é condição primária para uma boa imagem institucional da empresa. E é nessa empreitada que estão envolvidos um exército profissional de relações públicas, pesquisadores, jornalistas, publicitários e marqueteiros. São eles que criam e produzem as armas e as munições de que as empresas necessitam em suas frentes de batalha da comunicação empresarial (NASSAR, 2006, p.24).

Referente ao produto de comunicação dirigido público interno, Nassar (2006) afirma que embora o número seja bem menor, se comparado com a publicação direcionada ao público externo, a comunicação tem todas as características de comunicação em massa, portando deve seguir os mesmos padrões de qualidade das mídias externas tradicionais. Isso inclui o material de apoio utilizado pelos colaboradores no exercício de suas atividades, que também de vê ser constantemente checado.

Drucker (2006) enumerou algumas das melhores práticas aplicadas por organizações que tem por base o conhecimento, o que reafirma a importância da comunicação como vantagem competitiva e destaca a comunicação. 1. Preocupam-se tanto com o mercado quanto com os processos internos; 2. Investem mais em pesquisa e desenvolvimento e retenção de talentos; 3. Apresentam uma estrutura praticamente horizontal, com poucos níveis hierárquicos; 4. Todos na empresa assumem responsabilidade pelas informações: para saber o que estão fazendo, para serem capazes de decidir o que deveriam estar fazendo, para avaliar a qualidade do seu desempenho; 5. Os melhores profissionais vão para a linha de frente; 6. As informações devem estar disponíveis para toda organização; 7. Criam a cultura de fórum on-line: qualquer um pergunta e qualquer um pode dar a resposta; 8. As pessoas apresentam maior autodisciplina; 9. É dada uma ênfase maior para os relacionamentos e para as comunicações; 10. Eliminam despesas com redução de custos do dia-a-dia (folha de pagamento, suprimentos, publicidade, expedição, aluguel); 11. Ampliam despesas com equipamentos de informação e comunicação (PITTERI, 2008 apud DRUCKER, 2006, p.64).

Pitteri (2008) conclui o capítulo 5 do seu livro dizendo o seguinte: As atividades que surgem em decorrência destas práticas e a busca de detalhes valiosos, particularmente no relacionamento com os clientes, permitem a realização de simulações para se analisar cenários possíveis. As melhores simulações levam a um melhor entendimento dos riscos envolvidos nas inovações e principalmente a geração de novos negócios a partir do conhecimento em si, o que resulta em realçar as competências essenciais da organização (PITTERI, 2008, p.64).

Para organizações que tem colaboradores geograficamente distanciados uns dos outros, a integração da informação e a disponibilização para todos é essencial para dar unidade, direção, senso de compartilhamento. Comunicar é compartilhar. De posse da informação correta e clara, o colaborador sente-se parte do processo e torna-se uma vantagem competitiva que só aquela organização tem. Na era do conhecimento destaca-se cada vez mais o poder da informação e da Tecnologia da Informação (T.I.).

O colaborador mais bem preparado torna-se um valor intelectual e uma vantagem competitiva quando ele compreende que a tecnologia age a seu favor e que o cliente externo aprecia participar do processo de tecnologia: O objetivo da empresa não é poupar cliente de fazer certas atividades, mas mobilizá-lo a fazer coisas que ele nunca fez antes. Repare como isso é a representação exata do nosso modelo para a nova economia da informação: experiências, choiceboards etc. O cliente escolhe. O cliente projeta.

O cliente se engaja em vivencias que antes ele nem sabia que podia viver. E adora. Diverte-se. É um performer. Ele faz a coisa acontecer. (...) Juntar preço mais baixo com comodidade e com experiências interessantes para o cliente é o mapa da mina. Veja os caixas eletrônicos. Para os próprios bancos foi uma surpresa notar que o cliente gosta de ter aquele trabalho (ele o vê como comodidade). No inicio achava-se que só os clientes de baixo saldo médio iriam querer usá-los. Engano. Nos caixas eletrônicos, o cliente engaja-se numa atividade self-service [...] (NÓBREGA, 2001 p. 113).

Para ser uma experiência prazerosa ao cliente externo utilizar-se de meios eletrônicos para ter suas necessidades atendidas, é necessária muita dedicação e investimento por parte da organização, mas a compensação maior é, por exemplo, o aumento da produtividade dos gerentes para gerar negócios, trazer mais clientes externos, gerar mais lucros. Assim a empresa passa a ganhar mais do que gasta e realiza uma função vital para a sua sobrevivência. Bom para a empresa, bom para o cliente externo: Criando palcos virtuais para pessoas comuns, a informação atinge o centro do que significa ser humano, e as transações econômicas vão explorar isso. Na era do digital, nada detém a informação em sua ânsia de reconfigurar modelos antigos e acabar com limitações de espaço e tempo (NÓBREGA, 2001 p. 114).

O autor de Supermentes explica que no idioma inglês há um trocadilho sobre mensagem econômica com as palavras rech e rich: ou você tem alcance ou você tem riqueza de detalhes. Para o cliente interno é necessária a riqueza de detalhes. Para o cliente externo basta o alcance. Por meio da Internet o consumidor pode ter os dois. Por outro lado, para as empresas informação representa poder, e o cliente bem informado assume o comando. Mas, o lado mais que positivo é que desta forma, para se sobressair, as empresas terão de levar a sério a questão da qualidade, da excelência, do cliente em primeiro lugar. Eu, empresa, vou ter de ser realmente boa. Vou realmente ter de ser mais eficiente, vou ter realmente de ser transparente para o cliente. 

Ou faço isso ou estou fora. ... A verdade é que a maioria das empresas não tinha, na era analógica, qualquer motivação econômica para ser voltada para o cliente. Apesar de toda a conversa fiada dos últimos quinze anos, empresa voltada para cliente é exceção. Agora não. Não é mais opcional. Ou você faz ou morre (NÓBREGA, 2001 p. 117).

Por estas razões, cada vez mais a comunicação interna se firma como elemento de base para um planejamento estratégico de negócios. Neste segmento, nota-se que um manual de procedimentos, bem como qualquer outro material de apoio, ao ser escrito considerando o seu potencial em capacitar o colaborador para alcançar os resultados esperados, será uma ferramenta eficaz, necessária e muito valiosa. Quando se der o devido respeito a questões como a utilidade, na prática, do material de apoio – um manual de produtos, serviços e procedimentos usados numa central de vendas ou informações, por exemplo – se dará também credibilidade ao produto/serviço que a comunicação interna entrega para uso dos colaboradores.

A comunicação interna é o elemento que mostra ao público interno quem é a empresa em que ele trabalha. Ela é considerada, nas palavras de Nassar (et al, 2005, p. 72) um “instrumento de gestão empresarial, sua contribuição para o sucesso do negócio depende da importância que lhe é atribuída”. E conforme a empresa a ver como uma ferramenta de vantagem competitiva ela será cada vez mais levada a sério e se mostrará eficaz. Fazer a comunicação interna funcionar de modo integrado é um dos grandes desafios dos seus gestores, portanto algo fundamental para o sucesso da comunicação como fator de vantagem competitiva.

Necessita de total alinhamento estratégico mesmo quando envolvem terceirizados ou colaboradores espalhados geograficamente. Nassar (2005) cita o caso da Petrobrás que tem mais de 130 mil colaboradores. Quando foi criada a Gerência Corporativa, já existiam áreas de comunicação em todas as unidades de negócio que funcionavam sem alinhamento, gerando duplicidades e fragmentações nas informações. A integração era algo de primeira necessidade e para atingir o objetivo de promover a articulação entre todas as áreas e a integração delas, foi criado o Comitê de Comissão Integrada, que surgiu para construir e operacionalizar a Política de Sistema de Comunicação Interna da Petrobrás.

Para este caso específico, Nassar cita alguns dos fatores críticos a serem monitorados para a garantia da eficácia num sistema de comunicação interna: • Patrocínio e participação gerencial; • Gerenciamento coorporativo com foco na integração e articulação entre todas as áreas; • Uso de mecanismos de gestão, tais como os comitês – de comunicação interna e editorial; • Uma política com a função de ordenar o sistema. (NASSAR et al, 2005, p.68) Em uma grande empresa o gerenciamento da comunicação interna é um processo permanentemente em construção.

O exemplo da Petrobrás é posto aqui como um dos muitos casos que se pode observar em constante desenvolvimento, sempre com novas estratégias, aproveitamento de oportunidades, mas contando com a força do grupo. A experiência dos colaboradores mais antigos gera um tipo de conhecimento tácito, adquirido na prática, os mais novos precisam de treinamento e dos manuais: “’É possível treinar os mais novos em todo conhecimento explícito disponíveis em padrões ou manuais de treinamento.

No entanto, para que os mais novos possam aprender certos detalhes do trabalho é necessário tempo e a presença dos mais experientes por perto” (FALCONI, 2010, p.94). O colaborador não deve esperar que tudo esteja presente nos manuais de apoio, mas o básico deve estar de forma objetiva e clara. Nota-se que na estratégia para a comunicação interna como fator de vantagem competitiva não se observou apenas aspectos da teoria da comunicação, mas aqui se apresentam fatores que envolvem toda uma gestão empresarial, e especialmente a gestão de pessoas e interdisciplinaridade. Daí o uso do termo comunicação integrada.


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PNL - Breve Estudo


Breve estudo sobre Programação Neurolinguística

1. Rapport

 

Uma tradução aproximada para rapport seria algo como comunhão, sintonia, empatia. Miranda (1999, p.60) a define como: “um processo onde você estabelece um contato harmônico e perfeito com outra pessoa”. Para se alcançar o rapport, é necessário estabelecer empatia e confiança, um verdadeiro colocar-se no lugar do outro e fazê-lo sentir isso.



É comum, especialmente entre amigos um dizer ao outro que a conversa estava tão boa que nem sentiu o tempo passar! Esta situação exemplifica o rapport que pode acontecer de maneira natural, porém, existem técnicas específicas que contribuem para o estabelecimento do rapport, como as citadas por Miranda (1999, p.61):




• Postura corporal ou física: observar o interlocutor e, na medida do possível, seguir discretamente o seu comportamento físico, por exemplo, cruzar a perna como ele, inclinar o corpo como ele, e outros.



• Espelhamento direto: seguir movimentos como dos braços, das mãos, das pernas, dos pés ou ainda as expressões faciais, porém, com leveza para não dar a impressão de estar copiando o outro e causar desconforto nele.



• Espelhamento cruzado: intercalar a seqüência de gestos seguidos no outro com gestos e movimentos paralelos, por exemplo, se o outro balançar o braço balance o pé e vice versa, sempre no mesmo ritmo.



• Uso de chavões: ao perceber que o interlocutor usa expressões como certos chavões, usá-los também, na primeira oportunidade, facilita o rapport, pois ele se sentirá no comando, como quem está influenciando o outro. Em negociações esta técnica aproxima que a usa do sucesso desejado.



• Tom de voz: seguir o estilo de voz do outro no tom, velocidade, timbre, sem descaracterizar o seu modo pessoal de usar a voz, mas estabelecendo uma semelhança confortável.




Miranda (199, p.62) fecha este ciclo de técnicas ressaltando a importância de se romper preconceitos para demonstrar respeito e facilitar a sintonia entre ambos e que em alguns momentos deve-se verificar se o rapport foi estabelecido. Uma forma de testar o rapport é, após seguir por um tempo os movimentos do outro, lentamente alterar sua postura física e observar se o outro o segue. Este tipo de imitação diz muito, pois significa a sua influência sobre o interlocutor.

 

Um cuidado especial deve ser levado em conta observando-se a diferença entre influenciar e manipular, sendo a primeira a forma correta de se relacionar com o interlocutor por levá-lo a reconhecer algo bom por convencimento, enquanto o segundo implica em induzir o outro a fazer algo que se quer com intenções que podem ser favoráveis apenas para quem manipula.

 

No rapport, ambos entram numa sintonia agradável, perfeita como uma dança em que nem se percebe quem está conduzindo quem e ambos saem ganhando. 



Pode-se sair de uma situação de conflito para uma situação de entendimento com as técnicas apresentadas, comumente usadas pelos conhecedores da neurolinguística.

 

“A PNL defende a ideia de que, se você não se programar, alguém ou alguma coisa pode programar o seu cérebro. A responsabilidade da técnica e da ciência da PNL é de assumir o controle da sua própria programação mental” (MIRANDA, 1999, P.4).

 



2. Mapa e estado mental

 

Cada indivíduo tem uma forma particular de ver e interpretar o mundo criando sua própria realidade de mundo.


Alguns têm a tendência de criar uma realidade negativa que, mesmo inconscientemente, o prejudica. Um exemplo é a forma como a pessoa se considera: se ela se sentir inferior às outras, este Mapa Mental fará com que ela fique dominada por isso e com que ela perca, ou nem reconheça, as boas oportunidades da vida.



Este estado mental negativo a segura e impede que ela tome atitudes corajosas, positivas e siga em frente, prende a pessoa em seus medos num ciclo vicioso de derrotas ou limitações. Miranda ressalta que o processo é, felizmente, reversível:

O pensamento gera um Estado Mental, que gera um comportamento. Isso também funciona no sentido inverso. Um novo comportamento pode gerar um novo Estado Mental, que vai gerar um novo pensamento. Isso quer dizer que você poderá mudar a sua forma de pensar, a partir da mudança consciente e sistemática do seu comportamento. Na prática, se você passar a adotar atitudes positivas e tentar fazer aquelas coisas que antes achava impossíveis, esse novo comportamento irá gerar um novo Estado Mental, gerando uma nova forma de pensar, permitindo a você aceitar que aquelas coisas estão acessíveis e são possíveis (MIRANDA, 1999, p. 8).


Cada indivíduo tem a capacidade de controlar o próprio Mapa Mental; a qualidade da vida depende da qualidade do Mapa. Ao se observar as atitudes é possível analisar se elas estão pendendo para o lado negativo e conscientemente fazer esta mudança comportamental que causará impacto positivo no pensamento e nas atitudes. Para se alcançar os objetivos, é necessário pensar e agir positivamente, ter um Estado Mental positivo.

Miranda (1999, p.14) reforça a ideia de que o pensamento negativo gera atitude negativa num ciclo vicioso de resultados negativos, por outro lado o pensamento positivo gera a atitude positiva num ciclo virtuoso de resultados positivos.

A forma de ver e interpretar situações diversas pode influenciar o cérebro e causar reações até mesmo orgânicas naturalmente. Um exemplo citado por Miranda (199, p. 17) ilustra o Mapa Mental de forma clara: Se a pessoa diz “quero perder peso” o cérebro associa a palavra “perda” com algo que ele deve encontrar, portanto dá ordens ao organismo para engordar, já que a perda se refere a “peso”. Enquanto se o indivíduo mentalizar que simplesmente “deseja emagrecer” isso soa claro para o cérebro, e se for iniciada a dieta, ocorrerá como resultado, o emagrecimento. O subconsciente procura se apegar ao que houver de mais forte na sentença. 



Outro fator que reforça as ações coordenadas pelo entendimento do cérebro, algumas vezes negativamente, é o uso do “não”. Apesar de ser uma palavra simples como as outras, ele pode ter um peso agregado pela interpretação negativa do cérebro. Ele não deve ser temido, mas usado de forma adequada, e sempre que possível, substituindo para ressaltar na mente o sim, ou seja, em vez de um conceito negativo, trocá-lo por outro, se necessário de sentido oposto e positivo.

O entusiasmo, a motivação, a auto-valorização, gostar do que faz e outras atitudes positivas, influenciam para o bem, pois facilitam a empatia, abrem as portas para, por exemplo, o uso de um elogio ou de sorriso, que certamente merecerá uma devolução por parte de quem o recebe. Atitudes assim abrem portas e estabelecem um clima positivo, leve, agradável num contato interpessoal.

 



3. Sistemas representacionais

 

Assim como nas personalidades, algumas características sobressalentes fazem surgir a classificação em grupos de sistemas representacionais que indicam o tipo de atenção prevalente em cada indivíduo, podendo existir uma combinação delas. Estes grupos são divididos da seguinte forma:

 

• Visual: pessoas com tendências de se vestir bem, gostar de cores, imagens, gravam com mais facilidade o que ouvem do que aquilo que leem, andam eretas, olhando para cima quando se lembram de algo, falam rápido, alto e valorizam as aparências.



• Auditivo: memorizam mais facilmente aquilo que leem do que aquilo que ouvem, gostam de conversar, de ouvir música e sons da natureza, usam a voz empostada, clara.



• Cinestésico: utilizam com predominância os seus canais sensoriais, gostam do toque físico, falar de perto, pausadamente, devagar, degustar, saborear comida e bebida, memorizam mais facilmente o que experimentam pelos sentidos (olfato, tato e paladar).



• Auditivo Digital: a tendência predominante é a busca da lógica em tudo o que observa, exercita a comunicação interna, diálogos consigo mesmo.

 

Miranda (1999, p.56) explica que um mesmo indivíduo pode apresentar uma predominância e ao mesmo tempo mostrar outras ascendências.


Alder (1996, p.92) aponta que o gerente pode conhecer melhor os seus liderados se prestar atenção em como cada um fala ou escreve usando palavras relacionadas a “ver, ouvir e sentir”. É possível estabelecer o rapport ao se comunicar com cada pessoa usando e enfatizando a linguagem dela, por exemplo: ao perceber que ela é cinestésica, pode-se usar frases com as expressões “sentir-se”, “pegar o assunto”, e outras do tipo. Isso criará harmonia pois trata-se da “linguagem” do outro, devidamente adequada ao seu tipo sensorial.

A impressão que se tem é a de ter se transportado para o mundo do outro, e falando a linguagem dele aumentam-se as chances de um melhor entendimento. Alder (1996, p.92) ressalta que todos usam todos os sentidos, porém existem as preferências e são elas que podem simplificar o processo de comunicação.

 

Exemplos de expressões familiares das referências sensoriais:

 

VISUAL: Vejo o que quer dizer; um ponto cego; prece; mostre-me; olho no olho; olhe para o futuro; o olho da mente; um colírio para os olhos; vendo de perto; ideia nebulosa; lançar luz.



AUDITIVO: Um modo de falar; muito barulho por nada; em alto e bom som; palavra por palavra; gritante; pelo andar da carruagem; eles não estão muito afiados.

 

CINESTÉSICO: Aguente um instante; fique frio; pessoa calorosa; casca grossa; pegar a ideia; discussão acalorada; andar macio; por a mão nisso; arranhar a superfície; sentir isso nos ossos; entrar em contato; fazer a cabeça girar.



OLFATIVO E GUSTATIVO: Isso não me cheira bem; pílula amarga; fresca como uma rosa; comentário ácido; engolir as próprias palavras; saborear o triunfo; uma questão de gosto; o que é do homem o bicho não come.

 

A seguir, exemplos das modalidades e sub modalidades de uma visualização criativa:

 

VISUAL:



• Luminosidade ; Tamanho; Cor / branco e preto; Saturação (vividez); Matiz, ou equilíbrio de cor; Forma; Localizações; Distância; Contraste; Claridade; Foco; Emoldurado; Movimento; Perspectiva; Associado / dissociado; Tridimensional / plano.



AUDITIVO:



• Diapasão; Ritmo (velocidade); Volume; Contínuo / interrompido; Timbre / tonalidade; Digital (palavras); Associado / dissociado; Duração; Localização; Distância; Externo / Interno; Fonte; Mono / estéreo; Clareza; número.



CINESTÉSICO:



• Pressão; Localização; Número; Textura; Temperatura; Movimento; Duração; Intensidade; Forma; Freqüência (tempo)



Alder (1996) esclarece que ao compreender mais sobre a comunicação não verbal, torna-se mais fácil estabelecer harmonia entre os envolvidos num processo de comunicação. Os movimentos oculares, por exemplo, revelam a preferência sensorial dos pensamentos de uma pessoa, pois cada uma tende a indicar, de fato, o que a pessoa está pensando, sendo ainda mais confiável do que as próprias palavras. Seguem exemplos:

 

• Movimentos oculares para cima: processos de pensamento visual;



• Movimentos oculares para os lados: processos auditivos;



• Movimentos oculares para baixo: sentido sinestésico ou diálogo interno.



BIBLIOGRAFIA:
ALDER, 1996.
MIRANDA, Sergio. A eficácia da comunicação. Rio de Janeiro: Qualimark, 1999.