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domingo, 2 de junho de 2013

Resumo da aula - Técnicas de Audiovisual - Parte II



Técnicas de Audiovisual – Resumo das aulas (13, 20 e 27/05/2013)

Parte II – Desenvolvimento das tecnologias em comunicação

A palavra comunicação vem do latim, Communicare, e significa compartilhar, troca de informações, num conceito mais amplo: transmitir e receber informações. O exemplo mais básico é uma conversa, em que um fala, o outro escuta, responde, e assim dá sequência ao diálogo. Outros exemplos se dão por meio de instrumentos usados para a fala e a escrita, como o telefone, o e-mail, ou os aparelhos que nos trazem as informações como a televisão e o rádio. 
Esses suportes foram desenvolvidos durante os séculos, e não pararam de se modernizar, permitindo à humanidade novas formas de se informar e de se comunicar.

Segue abaixo um resumo dessas invenções:

Ano
Invenção
2500 a.C.
Tinta
1500 a.C.
Alfabeto
105 d.C.  
Papel de escrita
1450
Imprensa de Gutemberg
1565
Grafite
1609
Jornal
1835
Código Morse
1837
Telégrafo elétrico
1840
Selo postal
1843
Aparelho de fax
1868
Máquina de escrever
1876
Telefone
1894
Rádio
1958
computador
1893
Internet


Antes da escrita e das tintas coloridas, veio o desenho em argila e tábuas de madeira, com gravetos afiados. Logo depois surgiram o papel, o lápis e as tintas. Os primeiros papéis eram o papiro e o pergaminho, depois vieram o papel de escrita, como o atual em que escrevemos hoje em dia e que já evoluiu para o papel eletrônico, ou o e-paper, uma tela de computador bem fina, coberta de microesferas, parece uma folha de papel, mas é uma tela de computador.

As primeiras canetas eram penas de aves grandes, como o ganso. Depois surgiram as canetas-tinteiros, que armazenavam a tinta em seu interior, não sendo mais necessário mergulhar a ponta da pena de ave ou a tira de junco no pote com tinta para a escrita. Por volta de 1660 surgiu o grafite envolto em madeira. O lápis foi aperfeiçoado em 1795.

Antigamente os livros eram copiados a mão, pelos escribas, que além de fazerem as cópias, faziam outros tipos de escrita. Mas no século XV, um joalheiro alemão, de nome Johannes Gutenberg inventou uma máquina que, por prensa tipográfica, seria capaz de reproduzir os livros de forma mais rápida e com menor custo. A prensa tipográfica usava tipos móveis, que são letras e números moldados ou esculpidos em blocos separados, organizados em linhas formando as palavras. Após a impressão eles poderiam ser reutilizados, organizados na formação de novas palavras. Antes da invenção do tipo móvel, era feito um bloco de letras e palavras único para cada página, que não era reaproveitado após seu uso. 

A invenção de Gutenberg revolucionou uma época da história humana, pois a partir dela, livros como a Bíblia foram reproduzidos, permitindo que mais pessoas, fora o clero, tivessem acesso às informações nela contida, o que provocou revoluções, como a causada por Luthero, que levantou 95 teses fazendo o povo pensar e refletir melhor sobre os conceitos impostos pela igreja católica. Histórias como estas foram descritas nos filmes “O nome da rosa” e “Luthero”, que contam seus relatos sobre uma época específica em que homens contestadores deram sua contribuição ao desenvolvimento cristão da humanidade.  

Já, para pequenas reproduções, em 1868, foi inventada por um jornalista norte-americano, de nome Christopher Latham Shotes, a máquina de escrever, ou de datilografia, como ficaram conhecidos os profissionais que a utilizavam, que eram os datilógrafos. Ela era pequena, compacta, permitia a produção e impressão de pequenos textos por apenas uma pessoa, que não precisaria utilizar a grande prensa tipográfica e nem copiar tudo a mão. Esses mesmos textos poderiam, posteriormente, em 1938, ser copiados numa copiadora, inventada pelo cientista americano Chester Carlson. A partir daí vieram as impressoras, que acopladas aos computadores, sendo as mais comuns hoje em dia a impressora que usa jato de tinta e a laser.

A invenção dos computadores e da Internet reduziu em grande parte o uso dos correios para envio de cartas e mensagens escritas, contudo, por muito tempo foi o correio que levava e trazia notícias. Antes mesmo do correio, foram os chamados serviços postais que serviam a reinos e governos a coletar tanto informações como os impostos do povo. Em 1850 foi criado n0s Estados Unidos o serviço Pony Express, um serviço de correio que acelerava o processo de envio de correspondências, poupando semanas e até meses para a entrega de uma mensagem escrita. Haviam postos de troca dos cavalos pelo caminho, assim os cavaleiros ganhavam tempo para chegar ao destino em tempo mínimo para a época. Porém, o serviço durou pouco, pois logo foi criada a primeira linha de telégrafo, e ficou pronta para uso cruzando o país, dispensando assim os cavaleiros do Pony Express.

Outro avanço tecnológico que revolucionou o processo de envio de correspondências foi a criação do selo postal, embora alguns anos antes, mas em outro continente, se deu em 1840, pelo professor britânico, Rowland Hill. Antes o serviço era pago pelo receptor da correspondência, e o valor dependia da distância percorrida. Com o selo postal o valor era fixo e pago pelo emitente, o que simplificou o envio e aumentou o fluxo.  

 Os códigos postais também contribuíram para a organização do destino das correspondências, facilitando sua localização. Eram letras ou números adicionados ao endereço que indicavam a região a ser entregue. Foram criados na Alemanha, em 1941, e utilizados na Grã-Bretanha, em 1959, depois nos Estados Unidos, em 1963. Aqui no Brasil, os códigos de endereçamentos postais, chamados de CEP, começaram a ser usados a partir de 1971.

(Continua...)

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