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CONSTRUINDO IDÉIAS





quinta-feira, 17 de maio de 2012

Lutar é preciso

É o que eu sempre digo: seu melhor amigo é você mesmo!
Por isso a manutenção dos seus sonhos, desejos mais secretos, depende só de você. Não espero que ninguém me anime, entenda ou venha com palavras de motivação. É interno, de dentro para fora que essa vontade de vencer vai criar forças em mim para eu continuar sonhando, fazendo planos e lutando pelos meus ideiais. Vou conseguir tudo? Não sei, nem sempre, mas lutar é preciso.
É fácil? Não, não é... mas esta é a minha vida, então tudo vale a pena!

Segue um vídeo para ilustrar e inspirar sua luta diária!!!

Indicação do meu querido colega do Mestrado, Deusiney Robson... um cara viajado, inteligente, guerreiro, que veio do Piauí para ganhar o mundo!

OBS: tentei postar o vídeo, mas como ele não estava no principal site de buscas, meu belo blog não permitiu acesso. Mesmo assim, segue o link:



quarta-feira, 16 de maio de 2012

Ando devagar...

Sérgio Reis & filhos cantam " Tocando em Frente "

Ando devagar porque já tive pressa
Levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Ou nada sei

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou

Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso chuva para florir

Todo mundo ama um dia.
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
e no outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz

Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso chuva para florir

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou



Gado e Gente

Disparada

Geraldo Vandré

Prepare o seu coração
Prás coisas
Que eu vou contar
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão
E posso não lhe agradar...


Aprendi a dizer não
Ver a morte sem chorar
E a morte, o destino, tudo
A morte e o destino, tudo
Estava fora do lugar
Eu vivo prá consertar...


Na boiada já fui boi
Mas um dia me montei
Não por um motivo meu
Ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse
Porém por necessidade
Do dono de uma boiada
Cujo vaqueiro morreu...


Boiadeiro muito tempo
Laço firme e braço forte
Muito gado, muita gente
Pela vida segurei
Seguia como num sonho
E boiadeiro era um rei...


Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E nos sonhos
Que fui sonhando
As visões se clareando
As visões se clareando
Até que um dia acordei...


Então não pude seguir
Valente em lugar tenente
E dono de gado e gente
Porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata
Mas com gente é diferente...


Se você não concordar
Não posso me desculpar
Não canto prá enganar
Vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado
Vou cantar noutro lugar


Na boiada já fui boi
Boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse
Por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu
Querer ir mais longe
Do que eu...


Mas o mundo foi rodando
Nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei
Agora sou cavaleiro
Laço firme e braço forte
Num reino que não tem rei!

domingo, 22 de abril de 2012

Um dia para morrer



   Ontem foi 21 de abril, feriado nacional. Não sei se hoje em dia muito ou pouco se fala do dito herói Tiradentes, morto numa forca, se bem me lembro. Pensei nas mortes por acidente, por assassinato, naturais e provocadas pelo próprio cidadão. Será que algumas pessoas são mortas e de fato queriam morrer? Estranho, mas você já pensou nisso?
Semana passada, em plena sexta-feira 13, estava eu no metrô, ocupando confortavelmente o acento logo ao lado da cabine do condutor – portanto no primeiro vagão - quando se ouve uma freada brusca seguida de um barulho forte, possível atropelamento. Gritos. Histeria de um público presente na plataforma a espera do trem que vinha na estação Paraíso buscar novos passageiros. Um deles, sem mais nem menos, quando viu o trem que se aproximava, lançou-se diante dos trilhos, chocando-se de maneira violenta.
Como eu sei, quem me contou?  O próprio maquinista, que após alguns minutos com o trem parado, luzes desligadas, abriu a portinha da cabine para ver alguma coisa. Aproveitei a chance e perguntei: morreu? Não, tá viva entre os trilhos. Caiu ou se Jogou? Perguntei novamente; se jogou; ele respondeu. “O senhor foi rápido em frear a tempo, meus parabéns pelo reflexo e atitude”. Ele agradeceu com um sorriso humilde, talvez sem graça ou mesmo tímido, voltando para dentro da sua cabine.
Passamos bons minutos com o trem parado, sem ar condicionado, sem luz e com a visão das pessoas na plataforma demonstrando todo tipo de reação e comentários: a moça se jogou, meu Deus do céu, tá morta! Lamentava um. Não, ela tá viva, já vão tirar ela de baixo do trem! Exclamava outro. Quem viu tudo expressou horror; uma senhora quase desmaiou ao ver a cena que de fato deve ter sido chocante. Outra jovem chorava em pânico.Também haviam os que a cosnsideraram "mina loka, aí...". Instantaneamente os jornalistas de plantão, agora representados nas figuras populares, sacavam seus celulares com a função câmera fotográfica acionada. Tratavam de registrar o ocorrido.
E mesmo os profissionais da imprensa, parece que chegaram a tempo de pegar a ocorrência em boa hora: a moça estava lá, viva e com poucos ferimentos, ao que também se ouvia dizer, apenas com os machucados da queda. O pessoal do metrô foi rápido em isolar a área, trazer a maca, mas logo me retirei pois a multidão ocupava o espaço que podia em redor. De fora do vagão havia perdido minha visão privilegiada, tivemos que esvaziar a embarcação.
Em tudo isso um pensamento logo me veio à mente: por que a pessoa não escolhe um meio prático, seguro e até mesmo íntimo para se matar? Escolher um local público, ainda por cima o transporte que mais tem tráfego de gente não parece uma boa ideia, se algo der errado aí sim vão querer esfolar viva a criatura que nem morreu e ainda serviu para atrapalhar o trânsito, parafraseando a canção do Chico.
E que incompetência é essa de nem servir para dar um fim à própria vida? Como conviver com esta imensa frustração? Ah não, morrer assim para mim não serve! Foi o que pensei de imediato.  Que falta de consideração para com aqueles que nada tem a ver com isso, que nem se importam com a vida ou com a morte da moça!
Minutos depois meus pensamentos foram esfriando e logo parei um instante para pensar no estado de espírito em que um ser humano e racional deve se encontrar para se decidir por tal atitude. E que de fato para a maioria deles, ninguém se importa com suas emoções, sentimentos e sofrimentos.
Então por que viver assim, sofrendo por sei lá o quê? E também por que se matar se você pode reverter o quadro tomando as rédeas da sua própria vida, se dar o devido valor e ir à luta por um mundo melhor para si?! Quem se importa é você mesmo, quem constrói ou destrói é você mesmo.
Seu maior investidor é você mesmo. Invista em você: estude bastante, adquira o maior bem do mundo que é o conhecimento e este nada nem ninguém tira de você e com ele você cresce e aparece! Divirta-se, desencane dos problemas cotidianos e curta você mesmo com você mesmo, sem esperar o par perfeito, talvez ele nem exista! Seja você uma companhia agradável, se alguém perceber e te der valor por isso ótimo, senão, danem-se os outros, você pode se curtir à vontade!
Trabalhe com o que gosta, faça o melhor possível para satisfação pessoal, os frutos vão surgir aqui ou ali, pois se achar preciso troque de emprego assim que puder: já! Namore mais vezes, sinta-se livre para amar e amar quantas vezes quiser, inclusive a você mesmo dando um tempo sozinho para se conhecer melhor!

Não precisa ser literalmente mas cante, dance, sonhe, respire fundo! Não importa como anda a vida agora, se pensar positivo sobre si mesmo, logo terá ideias boas para transformar o limão em limonada. A situação vai melhorar, acredite, pois a vida é cíclica, tem altos e baixos, nenhum mal estar dura para sempre.

Se mesmo assim resolver dar um fim à sua preciosa vida, evite fazer isso no metrô... Antes pense: ela mesma decide por conta própria quando terminar. No caso da moça do metrô, não era o tempo certo. E agora?!  Qual a reação?

Queria contribuir para melhorar a vida de alguém, mas como saber ao certo o grau de satisfação que as pessoas têm com a própria vida? É fato que muita gente pensa na morte, prefere morrer. Ninguém sabia das intenções daquela moça do metrô, em plena estação Paraíso? Será que convivo com alguém tão infeliz assim?
Pensei na vida dos que estão ao meu redor. Espero que estejam bem...  
Obs: Leia Zigmunt Bauman para entender os fragmentos da vida e os objetivos da vida: Entre Turistas e Peregrinos.
TALITA GODOY
ABRIL / 2012
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domingo, 25 de março de 2012

Barriga é Barriga - Por A.Jabour

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Quem me conhece sabe que não concordo com tuuudo o que vem a seguir, mas vale a brincadeira... relembrando as sábias palavras citadas por Chico Anysio, olha só o que recebi hoje via email:


BARRIGA É BARRIGA...
Por Arnaldo Jabour

Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais. Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anysio no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte. Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna:
A tartaruga com toda aquela lerdeza, vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos?
Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai dessa enquanto você ainda tem saúde...
E viva o sedentarismo ocioso!!! Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. Você terá toda a eternidade para ser só osso!!!
Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA!! Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA!!! O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO!!!
VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!!
Você, menina bonita, tem pneus? Lógico, todo avião tem!
E nunca se esqueçam:

"Se caminhar fosse saudável, o carteiro seria imortal".

E lembrem-se sempre:

Celulite quer dizer :
EU SOU GOSTOSA - em braile!

Faça uma mulher feliz...encaminhe essa mensagem.
Obs.: para os homens...também!!!
 

***

TEATRO - Identidade

PEÇA TEATRAL: IDENTIDADE
AUTOR, DIRETOR E INTÉRPRETE: VINÌCIUS PIEDADE

Quem nunca sofreu as consequências por trabalhar demais, ter muitas pressões e responsabilidades, que se cuide. Esta peça trata de uma típica situação limite, causada por uma aguda crise de Stafa. Muito trabalho pode levar uma pessoa a ter picos de amnésia, atitudes não características, momentos em que o indivíduo venha a se sentir como Rogério, personagem interpretado pelo ator, diretor e autor do monólogo Identidade, Vinícius Piedade.  Ele se percebe totalmente perdido, esquecido de tudo, inclusive de quem ele é.

Aos poucos o personagem se esforça para recuperar a memória, e traz algumas informações do presente como do passado. Da época atual ele se lembra de trabalhar com publicidade, estava no meio de uma grande campanha de sabão em pó. Ele é bem sucedido, já recebeu diversos prêmios, tem uma vida social estável com mulher e filha pequena além de bom relacionamento com os pais.
O divertido da história é a fase passada na sua adolescência. Por algum motivo ele traz à memória cinco amigos com nomes ou apelidos esquisitos, mas típicos da idade, como coxinha, batata ou espeto. Um fato que deve tê-lo marcado dá margem para a boa parte do enredo: na ocasião da morte de um tio querido de um dos seus amigos, outro deles dá uma ideia para espantar o baixo astral. Ele propõe uma ida ao bordel. Com ares de machos experientes no assunto, cada um deles inventa uma desculpa e acabam não realizando o desejo naquela noite. Mas ficou a lembrança no baú de memórias de Rogério, e no momento em que ele mais precisa revirar este passado para reativar o seu presente, é naquele fato que ele pensa. Um labirinto dentro da sua mente.
Mas seria algo real ou imaginário? Para ter certeza disso, o personagem narra sua procura pelos cinco amigos, e nos conta a reação de cada um, depois de 20 anos de ausência presencial ou mesmo de notícias. Bem ou mal, cada um deles o recebe e assim descobrimos quem é Rogério de Melo.

O interessante desse roteiro é que seu início é preocupante, não nos dá uma perspectiva de um momento prazeroso, mas aos poucos o ator nos prende a atenção por usar sua criatividade, virando a mesa ao colocar sua adolescência em cena, confrontando a si mesmo no reencontro do passado com o presente. Passou a ser divertido. Além de recuperar a sua identidade, o ator recuperou a apreciação do público.
Apenas não saí de lá satisfeita por um detalhe. Ele usou o termo “dissimulado” numa ocasião em que me pareceu mais adequado o uso do termo “simulado”.
Questão de verificação, pois uma significa o posto da outra. Enquanto simular significa dar a entender que se tem ou se é aquilo que não se tem ou não se é, dissimular é o oposto, significa demonstrar não ter algo que se tem, não ser algo que se é. Se houver uma oportunidade de rever o ator ou ler o seu texto vou me lembrar desta questão para me certificar desta dúvida que incomodou, ou com a qual não me identifiquei.  Mas RECOMENDO!



ONDE: No SESC Consolação - Rua Dr Vila Nova, 245
QUANDO: Até 13 de Abril


TALITA GODOY - MARÇO / 2012

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domingo, 18 de março de 2012

FILME - A DAMA DE FERRO

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FILME: A DAMA DE FERRO

DIREÇÃO: Phyllida Lloyd

ELENCO: Meryl Streep, Jim Broadbent, Richard E. Grant, Harry Lloyd, Anthony Head, Richard E. Grant, Roger Allam, Olivia Colman, Susan Brown.

      Uma jovem diferente como ela, desde cedo já dava sinais de sua impetuosidade, ousadia e determinação para ir muito além das mulheres do seu tempo. Quando pedida em casamento logo avisou que não seria uma dona de casa ocupada com seus afazeres domésticos. Sua prioridade era preparar-se para estar entre os maiorais da política britânica, o que logo aconteceu.

Margareth Thatcher, aos 24 anos já tinha seus ideais políticos bem definidos e falava de economia como ninguém. No senado teve de conviver com todos aqueles monstros, que muitas vezes a menosprezavam pelo fato de ser mulher. Mas prevaleceu, foi líder do partido conservador e primeira ministra do Reino Unido. O filme demonstra como o gênero feminino precisa de muito mais fôlego do que o masculino para ser ouvido - isso quando realmente tem algo a dizer. Ela recebe o conselho de alguns dos seus companheiros mais experientes que acreditam nela como força capaz de revolucionar a história, e a preparam para isso.

Alguns hábitos mudam: deixa de usar chapéus adotando um penteado que, segundo os mestres, reforçao seu ar de autoridade, tem aulas que a preparam para impostar melhor a sua voz e outros detalhes que no todo valorizam o que ela tinha de melhor: conhecimento, visão estratégica, poder para fazer o que tinha de ser feito naquele momento no país.
Famosa por suas medidas impopulares, liderou a Grã-Bretanha numa das suas piores fases, no auge da recessão do petróleo, nos anos 70 e por fim, no comando da guerra contra a Argentina em defesa das Ilhas Malvinas. Seu desempenho rendeu-lhe o apelido, internacionalmente conhecido: Dama de Ferro. Mostra interesses, conflitos, dá algumas razões para os representantes do poder agir daquela forma.
O filme não apresenta uma grande história, apesar de servir de estímulo ao gênero feminino e merecer o seu registro cinematográfico. Porém, o que realmente faz o espectador admirar a Dama de Ferro é sem dúvida o talento de sua intérprete. Ela surge em duas fases da vida, o que leva o espectador a pensar por alguns instantes em que bagagem terá lá na frente, quando tudo for pasado: a carreira, a juventude, ou mesmo a saúde. Vem o envelhecimento de Margareth Thatcher, ainda com suas vaidades, lembranças e devaneios, com um semblante que na primeira cena faz duvidar que seja Meryl Streep. Irreconhecível e digna do seu terceiro Oscar.






TALITA GODOY - MARÇO 2012


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