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sábado, 28 de janeiro de 2012

Pausa Para Férias

O que fez a Talita em sua pausa das merecidas férias???

Esteve no Texas, EUA, visitando parte da sua família que vive ali há tantos anos: irmãs, cunhados, sobrinhos e mascotes - Muggzy, Rock & Toby.

O encontro foi para matar as saudades, colocar o papo em dia, fazer passeios divertidos, compras, muitas compras. Comemorarem juntos Natal e Ano Novo.

Tempo bom para rever o ano que passou, elaborar planos para 2012, reorganizar os sonhos, pensar nas conquistas, desejos mais secretos, saudar as novas amizades e abrir o coração para as novas pessoas que certamente surgirão pelo caminho.

Outro ponto interessante nesta breve passagem é o fato de estar num país tão diferente do nosso, diante de pessoas com uma cultura tão diversificada e aprender com elas!

Com mais tempo pretendo entrar em detalhes pitorescos que me chamaram a atenção. Por hora, seguem umas poucas fotos apenas para ilustrar alguns bons momentos.


Passagem de bois e vacas em Fort Worth


Passagem de Roseli, Sueli, Roxane e Talita por Dallas



Um dos cartões postais de Dallas


Fórum de Dallas onde trabalhou a primeira mulher no país


The Sixth Floor Museum - Narrativa do assassinato mais
famoso dos EUA, Presidente Kennedy, 1962



Almoço em Dallas










sábado, 3 de dezembro de 2011

Casa dos meus sonhos

Mil e uma utilidades para a grarrafa (pet ou vidro).

Veja o que "eles" estão fazendo:











 


















Gostaria muito de saber quem são os idealizadores deste projeto e onde ele foi executado. Por enquanto, fica a minha admiração e o desejo de que um dia exista um lugar assim, com pessoas conscientes, de atitudes ecologicamente corretas e sobretudo felizes!


Imagino isso em:

TALITÓPOLIS - MEU MUNDO PERFEITO...



*** : )

É a gota d'agua - VÍDEO



Venho informá-los que, além de assistir ao vídeo e concordar com a mensagem, fui ao site e assinei a lista. Espero que façam o mesmo pois não basta concordar mentalmente, neste caso é preciso agir.

Talvez sejamos poucos e fracos, mas as pessoas mais afetadas são mais ainda, por isso precisamos fazer alguma coisa por elas, e na verdade pelo nosso futuro.

A maioria dos colegas com quem converso ainda não sabem do que se trata, muito menos da gravidade do assunto. Pode ser pouco, mas já é um começo, afinal de contas, informação é poder.

OBS: A chamada de capa de uma dessas revistas de domingo chamava estes atores de "ecochatos", mas dizia que estudantes promoveram o primeiro debate público. É isso aí... a coisa está começando a funcionar...!



Abraços,
Talita

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sábado, 8 de outubro de 2011

Síntese - "A Ordem do Discurso", de M. Foucault

SÍNTESE DO TEXTO: “A ORDEM DO DISCURSO”, DE MICHEL FOUCAULT

Por: Talita Godoy – 03/10/2011



Discurso pronunciado em 02 de dezembro, de 1970, na aula inaugural do College de France, em substituição do professor e amigo pessoal de Foucault, Jean Hyppolite.

Foucaul inicia o discurso falando sobre como gostaria que fossem os seus próximos dias ali, discursando, que não houvesse um começo propriamente dito, mas que simplesmente começasse. Que uma voz ditasse o que deveria ser dito. E não há? Todo começo é solene. Por que? Formas ritualizadas.

O homem pensa: não queria entrar na ordem do discurso, mas queria que o discurso fluísse leve e feliz.
A instituição responde: comece, sem medo, você verá que o discurso está dentro de uma ordem das leis, sempre é vigiado, ele o desarma, e “se ele tem algum poder, é de nós, e de nós apenas, que o recebe”.

Poder são relações, relacionamentos.

·         Inquietações entre o desejo e o discurso:

O discurso é material de coisa pronunciada ou escrita (tudo se copia...)

Duração que não nos pertence
Sentir poderes e perigos inimagináveis
Suspeita das lutas, vitórias, feridas, dominações, servidões que atravessam tantas palavras


HIPÓTESE: “Suponho que em toda a sociedade a produção do discurso é simultaneamente controlada, selecionada, organizada e redistribuída por um certo número de procedimentos que têm por papel exorcizar-lhe os poderes e os perigos, refrear-lhe o acontecimento alcatório, disfarçar a sua pesada, temível materialidade”.

PROCEDIMENTOS DE EXCLUSÃO

 - Procedimentos exteriores de controle e delimitação do discurso:

O INTERDITO

Não se fala abertamente tudo o que se pensa, tudo o que se quer dizer. Tabu do objeto, ritual da circunstância, por exemplo: sexualidade e política. Neles o discurso pode aparentemente não ter nada além, mas o interdito revela o vínculo com o desejo e o poder. “O discurso não é simplesmente aquilo que traduz as lutas ou os sistemas de dominação, mas é aquilo pelo qual e com o qual se luta, é o próprio poder de que procuramos assenhorear-nos”.

PARTILHA/SEPARAÇÃO E REJEIÇÃO

Razão e loucura. A palavra do louco ou é sem verdade ou é sem importância; não testemunha em justiça; “era por intermédio das suas palavras que se reconhecia a loucura do louco; essas palavras eram o lugar onde se exercia a partilha; mas nunca eram retidas ou escutadas”. No teatro, o louco representava a verdade mascarada.

VERDADEIRO E FALSO

No interior dos discursos, o que rege a verdade, a vontade do saber? Exemplo dos poetas gregos do século VI, “um século mais tarde, a maior das verdades já não estava naquilo que o discurso era ou naquilo que fazia, mas sim naquilo que o discurso dizia”. Hesíodo e Platão. “O discurso verdadeiro deixa de ser o discurso valioso e desejável, uma vez que o discurso verdadeiro já não é o discurso ligado ao discurso do poder. O sofista é encurralado”.   

Aparecimento de novas formas da vontade de verdade (do século VI para o século VII).

- Procedimentos internos de controle e delimitação do discurso:

ACONTECIMENTO E ACASO

OS COMENTÁRIOS: Partem de outros discursos já prontos, narrativas maiores, que se repetem e vão mudando. Textos religiosos ou jurídicos: “são ditos, ficam ditos e estão ainda por dizer. Também os textos científicos. Os comentários provocam desnível entre o primeiro texto e o segundo; “o comentário não tem outro papel senão o de dizer finalmente aquilo que estava silenciosamente articulado no primeiro texto”.

O AUTOR: No discurso científico, o autor indicava a verdade. Na Idade Média ele era indispensável.  No discurso literário, a partir do século XVIII, o autor faz a ficção, mas lhe é pedido que o revele a verdade, sua inserção no real. Ele inventa, mas o seu texto é real. (Legitima outros textos).

AS DISCIPLINAS: Métodos, conjunto de regras e definições; opõe-se ao princípio dos comentários e do autor. Para que haja disciplina é preciso que haja a possibilidade de formular novas proposições. A disciplina é um princípio de controle da produção do discurso.

Regras

RITUAL: Circulação dos discursos por um espaço fechado, onde pelo ritual é fixada a eficácia das palavras. “A aprendizagem dava acesso, ao mesmo tempo, a um grupo e a um segredo que a recitação manifestava, mas não divulgava; não se trocava papel entre a fala e a escuta”.

DOUTRINAS: “A doutrina liga os indivíduos a certos tipos de enunciação e interdita-lhes todos os outros”. Ao contrário da limitação da “sociedade dos discursos”, ela deve ser propagada.

APROPRIAÇÃO SOCIAL DOS DISCURSOS: “Todo sistema de educação é uma maneira de política de manter ou modificar a apropriação dos discursos, com os saberes e os poderes que estes trazem consigo”. Um sistema de ensino é uma ritualização da fala, qualificação e fixação dos papéis dos sujeitos falantes. A escrita é um sistema de sujeição semelhante. Também não o seriam os sistemas jurídico, da medicina,  e outros da mesma forma, ao menos em certos aspectos?

Jogos de limitação e exclusão.

 Temas filosóficos

“O discurso nada mais é do que o reflexo de uma verdade que está sempre a nascer diante dos seus olhos; e por fim, quando tudo pode tomar a forma do discurso, quando tudo se pode dizer e o discurso se pode dizer a propósito de tudo, é porque todas as coisas que manifestaram e ofereceram o seu sentido podem reentrar na interioridade silenciosa da consciência de si”. O discurso não passa de um jogo.

Princípio de inversão: Reconhecimento do jogo negativo de um recorte e de uma rarefação do discurso. 

Princípio de descontinuidade: Os discursos devem ser tratados como práticas descontínuas que se cruzam, que às vezes se justapõe, mas que também se ignoram ou se excluem.

Princípio de especificidade: É necessário conceber o discurso como uma violência que fazemos às coisas, em todo caso como uma prática que lhes impomos; e é nessa prática que os acontecimentos do discurso encontram o princípio da sua regularidade.

Regra da exterioridade: A partir do próprio discurso, do seu aparecimento e da sua regularidade, ir até as suas condições externas de possibilidade, até ao que dá lugar à série aleatória desses acontecimentos e que lhes fixa os limites.

Quatro noções de princípio regulador da análise:
·         A de acontecimento
·         A de série
·         A de regularidade
·         A de condição de possibilidade

Elas estão em oposição a:
·         O acontecimento à criação
·         A série à unidade
·         A regularidade à originalidade
·         A condição de possibilidade à significação 

O autor encerra revendo todo o conteúdo do curso a ser ministrado e fecha seu discurso com uma homenagem ao seu mestre, Jean Hyppolite, de quem ele gostaria que fosse aquela voz citada no início, que o ajudaria a continuar.

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Comentário sobre "Corpos Dóceis"

Um breve comentário sobre o texto Vigiar e Punir, de Michel Foucault, Parte III - Capítulo 1 - Os corpos dóceis: a exemplo do filme "Tempos Modernos", ainda existem empresas lidando assim com os seus "colaboradores", e observando a história, nota-se que o que antes era controlado e usado para a produção, agora é controlado e usado para o consumo.

A mídia faz o jogo de nos seduzir para nos amansar, tornando-nos assim dóceis e aptos a consumir o que ela nos oferece.
O discurso muda para se adaptar aos tempos modernos, sejam quais forem, mas o objetivo continua sempre o mesmo. Eles mandam, nós obedecemos. Que tal um pouco mais de consciência para pensar, reletir e agir sem tanta interferência?! Pense nos resultados, e boas compras...



Vigiar e Punir - Síntese do texto de M.Foucault

SÍNTESE DO TEXTO:
Vigiar e Punir: Nascimento da Prisão – DE MICHEL FOUCAULT

Parte III, Capítulo 1 – Os corpos dóceis

O soldado, no início do século XVII: sinais naturais de seu vigor e coragem e as marcas de seu orgulho – o corpo como brasão de força e valentia; o porte da cabeça e a retórica corporal da honra. (p.131)

O soldado na segunda metade do século XVII: algo fabricado, de massa informe, corpo inapto; foi “expulso o camponês” e lhe foi dada a “fisionomia de soldado”. (p.132)

·         Descoberta do corpo como objeto e alvo do poder.

“O Homem-máquina”, de La Mettrie, foi escrito em dois registros (p. 132):

1.       Anátomo-metafísico, com as primeiras páginas escritas por Descartes, continuado por médicos e filósofos

2.       Técnico-político, conjunto de regulamentos militares, escolares, hospitalares e por processos empíricos e refletidos para controlar e corrigir as ações do corpo.

Teoria geral do adestramento: noção de docilidade, une ao corpo analisável o corpo manipulável. “É dócil um corpo que pode ser submetido, que pode ser utilizado, que pode ser transformado e aperfeiçoado” (p.132).

A escala do controle:

·         Manter o corpo ao nível mesmo da mecânica, poder sobre o corpo ativo

O objeto do controle:

·         A economia, a eficácia dos movimentos, sua organização interna; a coação se faz mais sobre os sinais; cerimônia do exercício.

A modalidade do controle:

·         coerção constante que vela sobre os processos da atividade mais que sobre seu resultado e se exerce de acordo com uma codificação que esquadrinha ao máximo o tempo, o espaço, os movimentos.

DISCIPLINAS: “métodos que permitem o controle minucioso das operações do corpo, que realizam a sujeição constante de suas forças e lhes impõe uma relação de docilidade-utilidade” (p. 133).    

Processos disciplinares: convento, exército, oficinas. Avançam nos séculos XVII e XVIII.

Diferentes da escravidão: não impõe relação de posse, apropriação dos corpos

Diferentes da domesticidade: não é uma dominação constante, global ou maciça

Diferentes da vassalidade: não é uma relação de submissão altamente codificada

Diferente do ascentismo e das disciplinas do tipo monástico, que tem por função realizar renúncias mais do que aumentos de utilidade

·         O momento histórico das disciplinas é o momento onde nasce uma arte do corpo humano, que visa não unicamente o aumento das suas habilidades, nem tampouco  aprofundar sua sujeição, mas a formação de uma relação em que no mesmo mecanismo o torna tanto mais obediente quanto é mais útil, e inversamente (p.133).

Anatomia política   mecânica do poder: define como se pode ter domínio sobre o corpo dos outros, não simplesmente para que façam o que se quer, mas para que operem como se quer, com as técnicas, segundo a rapidez e a eficácia que se determina.

A disciplina fabrica assim corpos dóceis.

A disciplina dissocia o poder do corpo, faz dele por um lado uma aptidão, uma capacidade que ela procura aumentar, e inverte por outro lado a energia, a potência que poderia resultar disso, faz dela uma relação de sujeição escrita.   Se a exploração econômica separa a força e o produto do trabalho, digamos que a coerção disciplinar estabelece no corpo o elo coercitivo entre uma aptidão aumentada e uma dominação acentuada.

A disciplina é uma anatomia política do detalhe.

A importância do detalhe: citação da página 135

A arte das distribuições

1)      Cerca: local protegido da monotonia disciplinar; encerramento dos vagabundos e dos miseráveis. Entre eles: Colégios, com modelo de convento e internato como modelo de educação; Quartéis, conjunto cercado por muralhas para manter as tropas em ordem e disciplina.  Surgem as oficinas, indústrias e fábricas, desenvolvidas na segunda metade do século XVIII. As fábricas se assemelham aos conventos, fortaleza e cidade fechada. A situação dos operários é de total submissão o controle.

2)      Clausura: A segunda técnica aborda o principio de clausura como algo não constante, mas como princípio de localização imediata ou quadriculamento, em que cada indivíduo está em seu lugar, e em cada lugar há um indivíduo, tantas parcelas quantos forem os indivíduos, evitando-se assim o coletivo.  Desda forma controlar a cada instante, “vigiar o comportamento de cada um, apreciá-lo, sancioná-lo, medir as qualidades ou méritos. Procedimento portanto para conhecer, dominar e utilizar. A disciplina organiza m espaço analítico” (p. 138). Espaço celular, como a cela dos conventos.

3)      Regra das localizações funcionais: “Lugares determinados se definem para satisfazer não só à necessidade de vigiar, de romper as comunicações perigosas, mas também de criar um espaço útil” (p. 139). Exemplo: hospitais e portos, onde há vigilância que articula um espaço administrativo e político. Final do século XVIII, a situação das fábricas se complica com a necessidade de “ligar a distribuição dos corpos, a arrumação espacial do aparelho de produção e as diversas formas de atividade na distribuição dos postos” (p.140) no que se deve ainda vigiar de forma geral e individual.

4)      Elementos intercambiáveis: “o lugar que alguém ocupa numa classificação, o ponto em que se cruzam uma linha e uma coluna, o intervalo numa série de intervalos que se pode percorrer sucessivamente. A disciplina, arte de dispor em fila, e da técnica para a transformação dos arranjos. Ela individualiza os corpos por uma localização que não os implanta, mas os distribui e os faz circular numa rede de relações” (p. 140 e 141). Exemplo: as classes nos colégios jesuítas, a ordenação em fileiras (p. 141).  “A organização de um espaço serial foi uma das grandes modificações técnicas do ensino elementar. Permitiu ultrapassar o sistema tradicional” (p. 142). A reorganização de espaço permitiu ganhos na administração ou controle individual e ganho no tempo empregado nas atividades propostas. “ A sala de aula formaria um grande quadro único, com entradas múltiplas, sob o olhar cuidadosamente classificados do professor” (p. 142).

“A primeira das grandes operações da disciplina é então a constituição de quadros vivos que transformam as multidões confusas, inúteis ou perigosas em multiplicidades organizadas”... “o quadro, no século XVIII, é ao mesmo tempo uma técnica de poder e um processo de saber” (p. 143). Poder celular.

O controle da atividade

1)      O horário: processos de estabelecer as censuras, obrigadas a ocupações determinadas, regulamentar os ciclos de repetição. Logo surgiram nos colégios, hospitais e oficinas. Construção do tempo integralmente útil. “O tempo medido e pago deve ser também um tempo sem impureza nem defeito, um tempo de boa qualidade, e durante todo o seu transcurso o corpo deve ficar aplicado a seu exercício. A exatidão e a aplicação são, com a regularidade, as virtudes fundamentais do tempo disciplinar” (p. 145,147).

2)      A Elaboração temporal do ato: controle da marcha de uma tropa feita por duas maneiras – Começo do século XVII, pelo ritmo do tambor, em fila, começando com o pé direito; metade do século XVIII, em quatro tipos distintos de passos, com alto grau de precisão.

“Define-se uma espécie de esquema anátomo-cronológico do comportamento. O ato é decomposto em seus elementos; é definida a posição do corpo, dos membros, das articulações; para cada movimento é determinada uma direção, uma amplitude, uma duração; é prescrita sua ordem de sucessão. O tempo penetra o corpo, e com ele todos os controles minuciosos do poder” (p. 146).

3)      Donde o corpo e o gesto postos em correlação: além de ensinar gestos definidos, o controle disciplinar impõe a melhor entre um gesto e o corpo. O bom desempenho do corpo permite o bom uso do tempo. “Um corpo disciplinado é a base de um gesto eficiente” (p. 147).

4)      A articulação corpo-objeto: a disciplina define em detalhes cada relação entre corpo e objeto manipulado, a codificação instrumental do corpo. “A regulamentação imposta pelo poder é ao mesmo tempo a lei de construção da operação. E assim parece este caráter do poder disciplinar: tem uma função menos de retirada que de síntese, menos de extorsão do produto que de laço coercitivo com o aparelho de produção” (p. 148).

5)      A utilização exaustiva: “é proibido perder um tempo que é contado por Deus e pago pelos homens”... “o máximo de rapidez encontra o máximo de eficiência” (p. 148). Ensinava-se a rapidez como sendo uma virtude. Técnica de sujeição.



A organização das gêneses

Desenvolvimento de nova técnica para o uso do tempo. Exemplo de 04 processos utilizados no exército (p. 152):

1)      Dividir a organização em segmentos, sucessivos ou paralelos, dos quais cada um deve chegar a um termo específico.

2)      Organizar essas sequências segundo um esquema analítico – sucessão de elementos tão simples quanto possível, combinando-se segundo uma complexidade crescente.

3)      Finalizar estes segmentos temporais, fixar-lhes um termo marcado por uma prova, que tem a tríplice função de indicar se o indivíduo atingiu o nível estatutário, de garantir que sua aprendizagem está em conformidade com a dos outros, e diferenciar as capacidades de cada indivíduo.

4)      Estabelecer séries de séries, prescrever a cada um de acordo com o seu nível, antiguidade, posto, os exercícios que lhe convém.

Pouco a pouco a mesma prática disciplinar foi se aplicando na pedagogia, desenrolando programas específicos para cada fase, com a elaboração das classes em séries conforme cada nível. Gênese, progresso das sociedades e dos indivíduos.    

A composição das forças

Fim do século XVII: A unidade torna-se uma espécie de máquina de peças múltiplas que se deslocam em relação umas às outras para chegar a uma configuração e obter um resultado específico. As razões desta mudança são econômicas, dar a cada soldado um máximo de eficiência. Isso se deu a partir da invenção do fuzil. A unidade de base passa a ser o soldado móvel com o seu fuzil. “A disciplina não é mais simplesmente uma arte de repartir os corpos, de extrair e acumular o tempo deles, mas de compor forças para obter um aparelho eficiente” (p. 158).

1)      “O homem de tropa é antes de tudo um fragmento de espaço móvel, antes de ser uma coragem ou uma honra” (p. 158).

2)      Tempo composto: “o tempo de uns deve-se ajustar ao tempo de outros de maneira que se possa extrair a máxima quantidade de forças de cada um e combiná-la num resultado ótimo” (p. 158).  Ajustamento de cronologias diferentes.

3)      “É necessário e suficiente que provoque o comportamento desejado. Do mestre de disciplina àquele que lhe é sujeito, a relação é de sinalização: o que importa não é compreender a injunção, mas perceber o sinal, reagir logo a ele, de acordo com um código mais ou menos artificial estabelecido previamente” (p. 158, 159). Técnica do treinamento.

Quatro características da individualidade:

·         É celular (jogo da repartição espacial)

·         É orgânica (codificação das atividades)

·         É genética (acumulação do tempo)

·         É combinatória (composição das forças)

“Para realizar a combinação das forças, organiza táticas” (p. 161).

“A tática, arte de construir, com os corpos localizados, atividades codificadas e as aptidões formadas, aparelhos em que o produto das diferentes forças se encontra majorado por sua combinação calculada é sem dúvida a forma mais elevada da prática disciplinar” (p. 161).

“Se há uma série guerra-política que passa pela estratégia, há uma série exército-política que passa pela tática. É a estratégia que permite compreender a guerra como uma maneira de conduzir a guerra entre os Estados; é a tática que permite compreender o exército como um princípio para manter a ausência de guerra na sociedade civil” (162).  

“Dever-se-ia tornar a disciplina nacional [dizia Guibert]” (p. 162).

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domingo, 2 de outubro de 2011

Impetuous Winds



Para você fechar os olhos e libertar sua imaginação!








 
Solo de Guitarra - By Cebolinha (Ricardo Carreras)

T.G.

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