MUNDO DIGITAL
O vídeo abaixo é parte da mesa composta por comunicadores que conversaram com a platéia sobre o tema: "O mundo grande e pequeno - meios digitais"
Aqui falam Ana Erthal, Ricardo Kobashi e Massimo de Felicce.
Voce encontra mais no YOUTUBE como BIENALDOLIVROSP.
Divirta-se!!!
domingo, 22 de agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
DIVULGAÇÃO - PAULINHO FARIA
O HOMEM COM A BALA NA MÃO
Um homem com pouco mais de 30 anos estrategicamente nos convida ao seu quarto para presenciar os últimos minutos da sua vida. São 50 minutos de tensão, reflexão, medo, compaixão e dor. Ele nos coloca como os principais cúmplices desta fatalidade.
O que leva um home a cometer um crime? E seria, de fato, o suicídio um crime realizado contra si mesmo? A construção do sujeito no contemporâneo tem atravessado delicadezas cujas respostas variam do ponto de vista daquele que age e de quem o assiste.
Em O homem com a bala na mão, Paulinho Faria caminha pela sutileza da morte como construção natural da vida. Resta ao espectador a reflexão de como enxergar o outro lado, e nesse espelhamento inevitável descobrir seus limites morais e culturais.
TEXTO: PAULINHO FARIA
DIREÇÃO: RUY FILHO
APRESENTAÇÀO ÚNICA: 24/08/2010 (terça-feira)
HORÁRIO: 21h30
LOCAL: Satyros 1 – Rua Franklin Roosevelt, 214 Centro/SP Tel: 32586345
PREÇO: R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia)
OBS: Paulinho Faria também interpreta ADÃO em HIPÓTESES PARA O AMOR E A VERDADE, em cartaz no Satyros 1
Sou uma das suas muitas fans N. 01 !!!
Blog do Paulinho- http://opankada.blogspot.com/
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terça-feira, 17 de agosto de 2010
Horário Eleitoral
Dai-me paciência! Começou o horário eleitoral...
E já tem candidato dizendo “pior não fica”. Fica sim, e vai ficar muito pior a partir de agora com o circo da campanha eleitoral no rádio e na TV.
Sempre achei importante acompanhar o que pensam os partidários, quais são os planos, expectativas, e analisar o comportamento deles. Alguns poucos sensatos tocam em assuntos sérios, relevantes, mas a maioria me fez sentir um profundo desgosto por essa parte da pátria amada.
Agora mesmo, enquanto eles falam, eu me espanto ao ver Tiririca perguntando o que faz um deputado? Ele responde que também não sabe, mas promete que se votarem nele ele vai descobrir e contar para o público. Tem Moacyr Franco, Marcelinho Carioca, Mulher Pêra, Batoré, e o povão que neles vai votar. Quem é pior, quem tem a cara de pau de se candidatar ou o povo que elege, a troco de quê?
Nas últimas eleições, pasme você, uma amiga minha que é professora me disse que votou no Clodovil por acreditar que ele teria a capacidade de escancarar com os maus políticos. Seria um misto de ingenuidade com burrice? Mas ela é professora, uma mulher inteligente, culta, instruída, como se explica um voto desses?
Será que as pessoas pensam que estão votando no paredão de algum show humorístico? Será que estão confusos ou pensando que eleição é mesmo palhaçada ou brincadeira? Tanto faz?
Eu amo o meu país, mas detesto os políticos, detesto a politicagem sem vergonha e deslavada que fazem por aqui, mas temos que votar.
Ser cidadão é ser ator político. Mesmo que indiretamente você participa ou das escolhas ou dos resultados. Querendo ou não pagamos o pato, então, que seja de forma consciente, pensada de cuca fresca. O voto em branco não favorece em nada, não faça isso! Não vote nulo, ele também não resolve nada! Procure com paciencia até achar um candidato que mereça o seu voto... Haja fé!
E pra quem leu o texto “TUDO NÃO É VERDADE”, junte os pontos: agora é hora de ser mais crítico, mais vivo, não aceitar tudo o que ouvir por aí e não seguir só o coração, não. É hora de pensar no destino do noso país.
Sei que é chato, mas no que puder ajudar, estarei alerta.
Sei que é chato, mas no que puder ajudar, estarei alerta.
Saiba mais sobre a Propaganda Eleitoral Gratuita no site do TSE:
http://www.tse.gov.br/internet/institucional/comunicado1608.htm
PS: A cor deste texto é uma homenagem aos políticos... Coisa horrorosa!
Talita Godoy
17/08/2010
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Uma exceção
O amor faz este milagre acontecer
Quase passei mal. Pensei que fosse um mal estar normal, daqueles que simplesmente acontecem. Mas como tem algo incomodando a minha mente, só posso acreditar que a causa seja essa. Nada tão chocante pelo fato em si, mas que revelou a minha fraqueza humana.
Eu soube que a mãe de um conhecido, que nem é meu colega, faleceu há uns 15 dias. Quis dizer alguma coisa, mas não consegui, não saiu uma só palavra da minha boca. Travei e não foi por falta do que dizer. Muito pelo contrário, meu coração estava cheio de informações! O que eu deveria ter dito a ele era muito simples até. Sinto muito! A dor de perder uma mãe é massacrante, parece que espreme a gente até a pessoa se sentir moída por dentro. Há quem sinta que perdeu o chão, e nos dias seguintes, não se sabe o que fazer, o que pensar, pra que lado ir. Antes era só correr pro colo da mãe, mas a partir de agora ela foi tirada do mundo, a morte fez do filho um órfão. Chegada a hora, a vida se acaba. Mas pra quem fica, a pergunta é: e agora, "como" fica?
Alguém experiente me contou que com o tempo a pessoa aprende a conviver assim, driblando as emoções na medida do possível, mas alertou que tudo no “primeiro” dói mesmo: o primeiro aniversário, o primeiro Natal, o primeiro dia das mães, tudo sem ela pra sempre, fica muito mais difícil. Mas depois a gente aprende a controlar, se conforma, aceita que o ciclo da vida é assim mesmo.
Uma outra pessoa me disse que não há melhor consolo do que o de Deus. Ai de quem não acredita no poder que há nele! Mesmo doendo, mesmo sofrendo, vem de Deus uma força incrível que consola. E no lugar da dor, vem uma lembrança doce, calma, alegre, que transforma a dor em alegria. O amor faz este milagre!
Era isso que deveria ter falado. De certo eu me calei como muitos amigos que preferem pular essa parte. Fizeram isso comigo também. Depois alguns me explicaram que não levam jeito para lidar com o luto ou ficaram sem graça na hora, enfim, nem liguei pra isso. O importante é compreender e respeitar. Quem ainda tem mãe não sabe como é, e talvez nem possa imaginar. Mas eu posso, por isso hoje passei mal. Não importa que eu mal o conheça, podia ajudar e não tive reação alguma. Espero que os amigos dele tenham agido de maneira diferente, se bem que alguns vão se calar; e uma ajuda virá de onde menos se espera. Eu queria ter sido essa ajuda surpresa! Agora só me resta orar por ele, para que Deus o console por mais um dia.
Aproveito o momento para avisar que pelos próximos quatro meses, de setembro a dezembro, certamente vou me emocionar mais algumas vezes, até fechar o ciclo do primeiro “tudo”. Depois não será mais novidade, é só aprender a administrar e saber lidar com os sentimentos. Espero ficar forte logo, a ponto de superar em breve minha tal fraqueza humana. O amor tem feito este milagre por mim! Se estou melhor? Ainda não, só depois de dizer tudo isso a ele, e então deletar este texto, publicado aqui por uma exceção.
Talita Godoy
17/08/2010
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010
BIENAL DO LIVRO 2010
Pois é, Adão! The book is on the table...
Lá vou eu de novo comentar sobre a peça Hipóteses! Dessa vez é que o personagem do Paulinho Faria tem essa fala, e em plena Bienal do Livro eu me lembrei dele, de tanto ver e folhear tudo quanto era livro sobre as mesas, tablados, bancas, estantes, altos e baixos! Cansei de elogiar, faz mais de 30 dias que eu assisti e ainda falo nela toda semana. Voce já viu? Veja.
Afinal de contas o assunto não é peça, é livro, mas livro é uma grande brincadeira. E cá entre nós, já tive muitos melhores amigos livros. Já troquei muita gente por eles, turminha totalmente do bem! Com eles aprendi teorias que vão do céu ao inferno, li sobre lendas, mitos, pessoas, bichos, descobri lugares, pensamentos, sentimentos, saúde, profissões, mentiras, traições, por meio dos livros tive sonhos, elaborei projetos, fiz mousse de maracujá!
O que seria de mim sem os livros, revistas, jornais, internet, esses meios deliciosos que usamos o tempo todo para obter informação?! E falando nisso, deixa eu contar como foi minha primeira, porém rápida visita, ao Salão de Exposições do Anhembi. Fui logo no segundo dia, antes mesmo da abertura oficial, mais precisamente para prestigiar o meu primo Lucas Godoy, que trabalha como designer numa das editoras de nome difícil que o público comum não se lembra em meio a tantas novidades da feira! Ele faz ilustrações e diagramação em livros de medicina e matemática, entre outros. Vi um dicionário de Meio Ambiente inédito, que ainda nem estava pronto, mas já marcava presença numa das prateleiras do estande. Achei lindo ver seu nome nos créditos. Crédito é sempre crédito, quem trabalha bem, merece.
Voltando à Bienal, pelo que vi é o de sempre, muitos corredores, editoras novas e velhas, de todos os segmentos, para todos os gostos e principalmente para todos os bolsos. Ninguém precisa sair de lá sem nada de baixo do braço, mas também não se empolgue: o mesmo livro que foi editado numa versão de luxo numa editora pode ter sido editado por uma outra numa versão pocket, ou de bolso, que custa muito menos e tem o mesmo conteúdo.
Um exemplo são os clássicos da literatura, você encontra Machado Assis, Lima Barreto, Eça de Queirós, em várias versões. Preço mínimo que eu encontrei: R$3,00 cada. Uma pechincha!
Mas vamos analisar. Você tem onde guardar mais um livro em sua estante? Já cansou de olhar para a cara dos seus livros mais antigos? E por que não fazer uma doação para reciclar suas leituras??? Eu sei, dá uma sensação horrível tirar os exemplares que você mais gosta, mas pense que livros e conhecimentos são úteis apenas quando são passados adiante!
Como diria o Adão, se the book ficasse parado o tempo todo on the table, de que adiantaria? Se você já abriu o livro, leu tudo, então agora abra o coração, estenda a mão e doe seu livro velho; vá à Bienal e compre um monte de livros novos! Recicle suas idéias e depois me conte como foi a experiência.
Ah, não contei sobre a programação, mas tem global todos os dias fazendo leituras, conversando com o público, tem autores, professores, palestrantes, jornalistas, oficinas, brindes, enfim, como eu disse no início, o de sempre, e sempre nota dez! Só não vi os Gibis em promoção, mas no último dia de evento eles costumam vender a preços muito bons. Vale a pena! Vai dizer que voce não curte gibi? Não perca, e se quiser companhia me chama que eu vou!
Ingressos:
Inteira R$10,00
Meia: R$5,00
Horário: das 10h às 21h (dia 22 encerra às 21h)
Data: até dia 22/08
Mais informações:
TalitaGodoy
17/08/2010
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010
DEVO, NÃO NEGO!
PAGO QUANDO PUDER...
No começo de agosto, eu estava pronta para produzir pelo menos mais um texto, porém ele acabou tomando um rumo diferente do ideal. Ficou de fora. Outro falava só da minha doce pessoa, mas era muito sentimental - ficou parecendo o mapa de “Talitópolis” - como diria minha querida amiga, e às vezes leitora, Lenita. Este não é meu objetivo, ao menos por enquanto.
Falar da peça que assisti por último também não seria boa idéia, sinceramente não gostei. Quando eu me sentir pronta para descer a lenha em espetáculos do tipo, vou criticar pra valer, mas por enquanto pretendo escrever e publicar sobre o que houver de bom. Amo elogiar, mas só quando acho justo. Com isso quero fazer comentários interessantes, mostrar o lado produtivo das coisas, para que outras pessoas tenham o mesmo prazer que eu tive, quem sabe até mesmo seguindo minhas indicações ou para simplesmente compartilharmos como acontece quando alguém posta um comentário aqui.
Falar da peça que assisti por último também não seria boa idéia, sinceramente não gostei. Quando eu me sentir pronta para descer a lenha em espetáculos do tipo, vou criticar pra valer, mas por enquanto pretendo escrever e publicar sobre o que houver de bom. Amo elogiar, mas só quando acho justo. Com isso quero fazer comentários interessantes, mostrar o lado produtivo das coisas, para que outras pessoas tenham o mesmo prazer que eu tive, quem sabe até mesmo seguindo minhas indicações ou para simplesmente compartilharmos como acontece quando alguém posta um comentário aqui.
Talvez seja trauma por ligar a TV e ver sempre tantas notícias ruins! Quem me dera ter um canal só com boas notícias. Já que no blog mandam você e eu, por que não publicar só aquilo que for considerado bacana?
E quando disse no título que devo, não nego, assumo que nos últimos dias passei por boas experiências, vi muita coisa interessante, estive em lugares maravilhosos, mas ainda não cumpri o meu propósito de escrever de forma adequada para contar minhas aventuras em Sampa.
Fico devendo minha passagem pelo Mercadão Municipal, um dos lugares mais incríveis da cidade, sem exagero algum! Lá eles vendem sanduíche com mais de meio quilo de mortadela, imaginou? Voltei pra casa aguada de vontade, mas é muita mortadela pra uma pessoa do meu tamanho! Estive também no Museu da Língua Portuguesa, mas este texto é surpresa, não posso contar nada agora. Tem também o chopp de vinho em pleno domingo fim de tarde no Parque da Água Branca, se bem que este é um dos textos impublicáveis que comentei com meu amigo Alexandre!
E talvez o melhor, e mais importante de tudo isso, seja a visita técnica que fiz com os moradores dos cortiços na região da Luz, eles serão o meu público no ciclo de palestras que vou ministrar na ONG do Leandro, lembra disso? Eu disse que iria fazer e fiz mesmo, talvez eu vá de novo pois considerei tudo muito produtivo. Quer saber? Vou escrever sobre isso já!
E talvez o melhor, e mais importante de tudo isso, seja a visita técnica que fiz com os moradores dos cortiços na região da Luz, eles serão o meu público no ciclo de palestras que vou ministrar na ONG do Leandro, lembra disso? Eu disse que iria fazer e fiz mesmo, talvez eu vá de novo pois considerei tudo muito produtivo. Quer saber? Vou escrever sobre isso já!
E para compensar o silêncio dos últimos dez dias, vem aí textos sobre Bienal do Livro, MASP, Cinemateca e Museu da Imagem e do Som, mas ainda não tenho previsão exata para fazer as visitas. Se alguém quiser me acompanhar, é só dizer “Vamos”. Ah, tem a peça “Vamos?”,em cartaz no Teatro Imprensa, vamos???
Talita Godoy
11/08/2010
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domingo, 1 de agosto de 2010
Peça “Policarpo Quaresma”
Em ano de Copa do Mundo parece que todo brasileiro
fica meio Policarpo Quaresma. Poderia ser assim
também na hora escolher e dar o voto.
Quando me perguntam por que eu ainda moro no Brasil, enquanto parte da minha família vive no exterior, a resposta principal é muito simples: eu amo o meu país! É claro que por aqui se vê tanto coisas boas como ruins, mas eu me apego no que há de bom. Tem pessoas lindas por dentro e por fora, uma natureza exuberante, um clima ameno, vivo numa cidade culturalmente farta; por todos os lados há uma opção de lazer, gosto de caminhar pelo centro, é certo que haverá algo pitoresco a ser observado. Se eu quiser enumerar tudo o que amo em São Paulo, será uma missão quase impossível.
Em certo sentido, “policarpiana” que sou, eu apenas deixaria a minha terra se realmente fosse muito necessário. Tenho esperanças de que o nosso povo reconheça o poder do voto e um dia aprenda a votar. Que honre mais a pátria, que o patriotismo exista de coração aberto. Brasileiros são naturalmente amáveis e eu uma sonhadora incorrigível...
Em ano de Copa do Mundo as ruas ficam cheias de bandeiras, todos vestem a camisa canarinho. Acho lindo! Mas depois vai tudo para a gaveta e só daqui a quatro anos é que iremos demonstrar novamente algum gesto assim. Pensando bem, não seria apenas uma torcida enlouquecida por uma seleção? Então a pátria não tem nada a ver com isso? Deveria... como deveriam os jogadores ao menos saber a letra do Hino Nacional para não fazer feio ao balbuciar algumas palavras diante das câmeras de televisão.
Falando assim vão pensar que realmente sou uma discípula de Policarpo Quaresma, e que só me falta defender o uso da Língua Tupi! Eu gosto da brincadeira. Talvez por isso, dias atrás, eu já tenha chegado ao Teatro do SESC tão pré-disposta a curtir muito o espetáculo que retrata um homem pra lá de apaixonado pelo Brasil: eu também sou mas numa medida bem diferente, sem tanta ingenuidade e sem tanta euforia. De certa forma assumo que me reconheço nele em alguns devaneios patrióticos, mas que são apenas idéias utópicas, logo passam. Já Policarpo levava tudo a ferro e fogo, apresentava suas idéias aos governantes e acreditava piamente numa resposta positiva.
Para quem leu “Triste fim de Policarpo Quaresma”, provavelmente se lembre de uma leitura escolar obrigatória, talvez pesada e até chata. Mas o que eu encontrei no teatro não foi o Major insano da literatura de Lima Barreto. Num palco vazio, todo escuro, vi a mágica do ator Lee Thalor, que se transformou num Policarpo Quaresma inimaginável, carismático, por quem torci o tempo todo por um final feliz.
Toda a trajetória do personagem central foi sintetizada em menos de duas horas de espetáculo. Num ritmo bem ligeiro, contou a passagem do tempo de forma simples e criativa, praticamente sem nenhum grande recurso além do inegável talento de cada ator e atriz presentes no palco. Tem cenas de marcha, de tango, coral dos atores, hinos oficiais e um desfile de belas roupas e chapéus que enchem os olhos, especialmente das mulheres, creio eu.
Quando eu soube que a peça havia recebido indicação ao Premio Shell de Teatro por melhor figurino, fiquei bastante curiosa e mais ainda impressionada ao perceber como a figurinista e coreógrafa Rosangela Ribeiro conseguiu com o uso das vestes substituir o cenário. Este é o terceiro ano consecutivo que a figurinista concorre. Nas palavras de Ribeiro, ser indicada três vezes seguidas é ainda melhor do que uma única indicação e um único prêmio; é ser lembrada mais vezes, e assim ter seu trabalho ainda mais apreciado.
O espetáculo reuniu atores experientes com outros mais novos, em idade ou tempo de palco. Um exemplo desta fusão é o veterano Geraldo Mario - que atua há muitos anos no CPT e desta vez está engraçadíssimo nos seus vários papéis da peça, entre eles a Tia Maria Rita e o empregado Anastácio - com o caçula, João Paulo Bienemann, um rapaz com cara de bebê que conseguiu impressionar. Quando fui cumprimentá-lo, comentei que ele era um “João grandão” pois no palco ele crescia de tal forma que não havia como não reparar no seu potencial; humilde, ele agradeceu e se retirou. Sua voz ecoava pelo teatro numa das cenas enquanto, de canto, Policarpo se posicionava para apenas observar e anotar alguma coisa em seu fiel caderninho de bolso. Mania essa que eu também tenho!
A peça é assinada pelo respeitado diretor Antunes Filho, que segundo eu soube pouco acata sugestões do tipo, mas foi de Lee Thalor a idéia de sapatear no palco em cima das formigas saúvas que ameaçavam destruir o plantio em terras nacionais. Em defesa não só da plantação, mas também do país, de forma simbólica, aos poucos se ouve o instrumental do Hino Nacional Brasileiro com a coreografia de Policarpo Quaresma. A interpretação de Thalor vista da primeira fileira onde eu estava, era vívida, plena, marcante. Até quando ele piscava os olhos eu estava lá, acompanhando tudo.
Em momentos assim eu sinto na alma como a arte é forte e capaz de emocionar. Meus olhos não acreditavam no que eu estava vendo! Vale a pena rever o espetáculo por conta disso. Que cena linda! Eu realmente nunca tinha visto aplausos durante uma peça...
Pretendo assistir aos outros espetáculos que têm seus indicados ao Prêmio Shell como melhor ator, mas de antemão penso que será bem difícil superar a interpretação de Lee Thalor. Até o final do ano, se eu descobrir alguém, conto para vocês. Façam suas apostas!
Sair do Brasil e perder isso tudo???
Por enquanto nem pensar...
Por enquanto nem pensar...
Policarpo Quaresma
Texto: Lima Barreto
Direção: Antunes Filho
Elenco: Adriano Bolshi, André Bubman, André de Araújo, Angélica Colombo, Bruna Anauate, Carlos Morelli, Carolina Meinerz, Erick Gallani, Fernando Aveiro, Flávia Strongolli, Geraldo Mario, ivo Leme, João Paulo Bienemann, Lee Thalor, Marcos de Andrade, marília Moreira, Michelle Boesche, Natalie Pascoal, Roberto Borestein, Ruber Gonçalves, Tatiana Lenna e Ygor Fiori.
Elenco: Adriano Bolshi, André Bubman, André de Araújo, Angélica Colombo, Bruna Anauate, Carlos Morelli, Carolina Meinerz, Erick Gallani, Fernando Aveiro, Flávia Strongolli, Geraldo Mario, ivo Leme, João Paulo Bienemann, Lee Thalor, Marcos de Andrade, marília Moreira, Michelle Boesche, Natalie Pascoal, Roberto Borestein, Ruber Gonçalves, Tatiana Lenna e Ygor Fiori.
SESC Consolação - Teatro Anchieta
Rua Dr. Vila Nova, 245 - Tel. 32343000
Outras informações: http://www.sescsp.org.br/
Talita Godoy
26/07/2010
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